31 de março de 2026
MEDIDAS

Gestão Tarcísio lança pacote de ações contra violência doméstica

Por Bruno Lucca | da Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Governo de SP
Salas DDM serão implantadas em plantões policiais

O Governo de São Paulo anunciou nesta segunda-feira (30) um pacote de medidas visando a fortalecer o enfrentamento à violência contra a mulher.

As ações incluem a entrega de 69 salas DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) em plantões policiais nos próximos meses e a criação de um plano de metas decenal contra a violência doméstica.

Outro destaque é a assinatura de termos de cooperação para ampliar a atuação integrada no enfrentamento à violência. Um dos acordos viabiliza o Circuito Integrado SP Por Todas, iniciativa que levará atendimento itinerante a mulheres em situação de violência doméstica, reunindo serviços de acolhimento, orientação e encaminhamento.

"A defesa da mulher é nossa prioridade", disse o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em evento no Palácio dos Bandeirantes. "E ganha ainda mais forma quando diversas instâncias do poder público se unem."

Também foi firmada uma parceria entre as Secretarias da Segurança Pública e da Administração Penitenciária e o Tribunal de Justiça de São Paulo para aprimorar o compartilhamento de dados e fluxos relacionados ao monitoramento de agressores por meio de tornozeleiras eletrônicas, garantindo mais efetividade ao cumprimento de decisões judiciais.

Outro acordo estabelece a atuação conjunta entre o governo paulista e o sistema de Justiça para proteção de crianças e adolescentes que ficaram órfãos em decorrência de feminicídio, com foco em atendimento integral e suporte social.

A gestão Tarcísio também irá fazer a reclassificação de nove DDMs. As unidades de Ferraz de Vasconcelos, Franco da Rocha, Ribeirão Pires e Valinhos passam a ser de 1ª classe, enquanto Jaboticabal, Bastos, Monte Aprazível, Jacupiranga e Pereira Barreto serão consideradas de 2ª classe. A medida permite fortalecer a estrutura e ampliar a capacidade de atendimento dessas unidades, diz o estado.

A decisão do governo vem após a divulgação dos números de feminicídio no estado em 2025, quando registrou um aumento de 8,1%, atingindo o maior número da série histórica para esse tipo de crime iniciada em 2018. Foram 266 casos de mulheres assassinadas em razão do gênero, contra 246 em 2024, segundo dados da SSP (Secretaria da Segurança Pública).

A cidade de São Paulo também observou alta nesse tipo de crime. Ao longo de 2025, foram 60 casos, alta de 22,4% em relação aos 49 de 2024. Em dezembro passado, houve quatro registros, um a mais do que no mesmo mês do ano anterior.

Embora o crime tenha sido tipificado em 2015, por meio da lei federal 13.104, os registros só passaram a ser divulgados de forma unificada pela SSP em 2018. Desde 2023, o estado tem visto mais de 200 casos por ano, em uma tendência crescente.