A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026. O índice é maior que o registrado no trimestre anterior (5,2%), o que mostra aumento no número de pessoas sem trabalho. Em relação ao mesmo período do ano passado (6,8%), houve queda. Os dados são da PNAD Contínua.
O país tinha 6,2 milhões de desempregados até fevereiro. São 600 mil pessoas a mais que no trimestre anterior. Na comparação com um ano antes, quando havia 7,3 milhões, o número diminuiu.
A população ocupada somou 102,1 milhões de pessoas, com queda de 0,8% no trimestre. Isso representa menos 874 mil trabalhadores. Já na comparação anual, houve aumento de 1,5 milhão de pessoas ocupadas.
A taxa de subutilização, que inclui desempregados e pessoas que trabalham menos horas do que poderiam, ficou em 14,1%. O índice subiu em relação ao trimestre anterior (13,5%) e caiu frente ao ano passado (15,7%).
Ao todo, 16,1 milhões de pessoas estavam nessa condição, alta de 4,4% no trimestre.
O rendimento médio real habitual ficou em R$ 3.679, com alta de 2% em relação ao trimestre anterior e de 5,2% no ano. A massa total de rendimentos chegou a R$ 371,1 bilhões, estável no trimestre e maior na comparação anual.
A taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,3 milhões de trabalhadores informais. O índice ficou levemente abaixo do trimestre anterior (37,7%).
O número de empregados com carteira assinada no setor privado ficou em 39,2 milhões, estável no trimestre e no ano. Já os trabalhadores sem carteira somaram 13,3 milhões, com queda no trimestre.