A campanha nacional de vacinação contra a gripe começa neste sábado (28) em meio ao aumento de doenças respiratórias no país. Dados preliminares do Ministério da Saúde indicam mais de 14 mil casos de síndrome respiratória aguda grave neste ano, com a influenza entre os principais vírus associados aos quadros mais severos.
Mais de 15 milhões de doses já foram distribuídas. A estratégia prioriza grupos com maior risco de complicações, com foco na redução de internações e mortes.
A influenza é uma infecção respiratória causada por vírus da família Orthomyxoviridae, principalmente os tipos A e B. Trata-se da gripe, diferente do resfriado comum, que é provocado por outros vírus.
A gripe costuma provocar febre alta, dores no corpo e cansaço intenso. Segundo a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Flávia Bravo, o comprometimento sistêmico mais acentuado diferencia a influenza de infecções respiratórias leves. A piora progressiva dos sintomas é sinal de alerta.
Falta de ar, febre persistente ou alta e agravamento do quadro respiratório indicam necessidade de avaliação médica. Casos graves podem evoluir para pneumonia, seja pelo próprio vírus ou por infecção bacteriana associada.
A imunização pelo SUS é destinada prioritariamente a crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos a partir de 60 anos, gestantes, pessoas com comorbidades e profissionais de saúde e educação, entre outros grupos definidos pelo Ministério da Saúde.
A infectologista Isabella Ballalai, também da SBIm, explica que o vírus sofre mutações frequentes, o que exige atualização anual da fórmula. Além disso, a proteção diminui ao longo dos meses, sobretudo em idosos e pessoas com doenças crônicas.
Não. O imunizante é produzido com fragmentos do vírus, incapazes de provocar a doença.
Sim. A vacina não impede todos os casos, mas reduz o risco de formas graves.
Pessoas fora dos grupos definidos pelo SUS podem se vacinar na rede privada. Doses remanescentes podem ser liberadas posteriormente, conforme disponibilidade.
Quadros leves não impedem a aplicação. Em casos com febre ou sintomas intensos, a orientação é aguardar a recuperação.
Sim, desde que estejam fora da fase aguda e sem sintomas relevantes.
A campanha antecede pico de circulação do vírus para garantir proteção no período de maior risco. Segundo Ballalai, adiar a vacinação aumenta a chance de infecção quando a influenza circula com mais intensidade.