26 de março de 2026
OPERAÇÃO DO MP

Servidores da Fazenda Estadual são alvos do MP em Campinas

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 1 min
Divulgação/MP-SP
Mandados são cumpridos em Campinas e outras cidades em investigação sobre fraudes fiscais e corrupção na Sefaz.

Ministério Público do Estado de São Paulo deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26), uma operação com mandados de busca e apreensão em Campinas e outras cidades do estado, no âmbito de uma investigação sobre fraudes fiscais e corrupção envolvendo a Secretaria da Fazenda paulista.

Batizada de “Fisco Paralelo”, a ação também ocorre em São Paulo, Vinhedo e São José dos Campos, com 22 mandados judiciais cumpridos em endereços ligados a servidores públicos e outros investigados.

De acordo com o MP, o alvo é um esquema estruturado que teria manipulado procedimentos fiscais relacionados a créditos de ICMS e ressarcimento de ICMS-ST, com indícios de pagamento de vantagens indevidas e lavagem de dinheiro.

Entre os investigados estão agentes fiscais, inspetores, coordenadores e delegados regionais tributários, lotados em diferentes unidades da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. Ao todo, 16 dos alvos têm vínculo com a pasta, além de uma executiva de empresa privada.

A operação conta com apoio do GAECO, CyberGAECO, Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA) e da Polícia Militar, com o objetivo de reunir provas, apreender documentos e avançar na identificação dos envolvidos.

Segundo as investigações, o grupo utilizava a estrutura pública para interferir em processos fiscais, favorecendo empresas e viabilizando movimentações financeiras irregulares.

A operação é considerada um desdobramento da Operação Ícaro, realizada em 2025, que já havia identificado desvios envolvendo créditos fiscais. A nova fase teve início após o surgimento de novos indícios de irregularidades dentro da Secretaria da Fazenda.

O Ministério Público aponta ainda sinais de que o esquema teria influência em diferentes setores da administração tributária estadual, o que ampliou o alcance da investigação.

Até o momento, não há informações sobre prisões.