Mensagens analisadas pela Polícia Civil apontam que o tenente-coronel da PM Geraldo Neto afirmava ser o “provedor” do lar e dizia que a esposa, a soldado Gisele Alves, precisava retribuir com “carinho, atenção, amor e sexo”. O oficial está preso e responde por feminicídio e fraude processual pela morte da mulher, baleada em 18 de fevereiro no apartamento do casal, no Brás, região central de São Paulo.
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De acordo com a investigação, as conversas revelam controle psicológico, financeiro e sexual. Quinze dias antes do crime, ele escreveu que contribuía com dinheiro e que ela deveria contribuir com sexo. Cinco dias antes de ser morta, Gisele comunicou que queria se separar. Ele respondeu: “Jamais! Nunca será”.
O Ministério Público sustenta que o crime ocorreu em contexto de violência doméstica, ciúme e inconformismo com o pedido de divórcio. Laudos e reprodução simulada indicam que o oficial atirou na cabeça da vítima e, em seguida, alterou a cena para simular suicídio.
Geraldo Neto foi preso preventivamente e está no Presídio Militar Romão Gomes. A Justiça o tornou réu e autorizou apreensão de celulares e quebra de sigilo de dados. A prisão foi mantida para preservar a ordem pública, a instrução criminal e a hierarquia da corporação.
O caso deve ser julgado pela Justiça comum. O Ministério Público pediu indenização mínima de R$ 100 mil à família da vítima. A defesa nega o crime e afirma que o oficial colaborou com as investigações.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, é o primeiro caso desde 2015 de oficial da PM paulista preso por feminicídio.
Com informações do g1.