Diante da alta de casos em todo o país, a Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ) soma, até agora, dois casos confirmados de mpox em 2026. O primeiro caso foi confirmado em Várzea Paulista, ainda em janeiro, e o segundo foi confirmado em Jundiaí, no dia nove de março. Outros municípios da RMJ, como Jarinu, Itupeva e Campo Limpo Paulista não registraram casos, enquanto Louveira e Cabreúva não responderam até o fechamento desta edição.
No Brasil, até o momento, foram confirmados 140 casos de mpox em 2026, sendo 93 apenas no estado de São Paulo. Em 2025, Jundiaí contabilizou três casos de mpox, enquanto em 2024 foram cinco registros. Em Várzea Paulista, a Unidade Gestora de Saúde afirmou que o último caso havia sido em 2022
Segundo o pediatra e doutor em virologia Saulo Duarte Passos, da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ), o mpox é uma infecção viral causada pelo mpox vírus (MPXV), historicamente restrita a regiões da África, mas que passou a apresentar transmissão sustentada entre humanos desde 2022. “No Brasil, os casos têm sido leves ou moderados, sem registro de óbitos. Por ser transmissível, a participação da vigilância epidemiológica e a detecção precoce de casos são fundamentais para controlar a doença”, alerta.
“A transmissão do mpox ocorre principalmente por contato direto e prolongado com uma pessoa infectada. Isso inclui contato com lesões de pele, crostas ou secreções; contato próximo durante relações sexuais, beijos ou abraços; compartilhamento de objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas”, diz.
Ele explica que os sintomas mais comuns incluem erupções cutâneas, febre, linfonodos inchados, dores musculares e fraqueza. As lesões podem surgir em qualquer parte do corpo, incluindo genitais e boca, variando de poucas a milhares. O período de incubação é de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.
Em Jundiaí, segundo a Secretaria de Promoção da Saúde de Jundiaí, o caso confirmado foi de um homem, com idade entre 30 e 39 anos, residente em Jundiaí. O diagnóstico foi confirmado após resultado detectável para a doença em exame laboratorial. O paciente está sendo acompanhado pela rede de atenção à saúde do município.
Em 2025, Jundiaí registrou três casos confirmados de mpox. Em 2024, foram cinco. Neste ano, no Brasil, ao menos 62 pessoas já foram diagnosticadas, segundo informações do Ministério da Saúde.
Ainda de acordo com o virologista, não há tratamento antiviral específico amplamente disponível. “O manejo da doença inclui analgésicos, hidratação, cuidados com a higiene da pele e monitoramento de complicações. O curso clínico geralmente dura de duas a quatro semanas, até que as lesões sequem e caiam”, afirma. “O isolamento é recomendado até que todas as crostas das lesões desapareçam, evitando contato próximo com outras pessoas e compartilhamento de objetos pessoais, como roupas e toalhas, como medida essencial de saúde pública para interromper a cadeia de transmissão”, completa.