11 de março de 2026
MORTE SUSPEITA

Testemunha diz que PMs limparam apê em que soldado morreu

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/Instagram via Metrópoles
Inspetora de condomínio afirmou ter acompanhado a entrada do grupo.

Três policiais militares femininas entraram no apartamento onde a soldado Gisele Alves Santana foi baleada para realizar a limpeza do imóvel horas após a ocorrência, conforme o depoimento da inspetora de condomínio Fabiana, de 48 anos, à Polícia Civil.

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Segundo a testemunha, as três PMs — duas soldados e uma cabo — acessaram o imóvel às 17h48 do mesmo dia do disparo, no bairro do Brás, região central de São Paulo. Ela afirmou ter acompanhado a entrada do grupo. De acordo com o relato, o local ainda apresentava as mesmas condições do atendimento inicial, com sangue espalhado na sala após as manobras de reanimação feitas pelos socorristas.

A inspetora também declarou que outras pessoas entraram no apartamento ao longo do dia. O marido da vítima, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, teria retornado ao imóvel para buscar pertences antes de seguir para São José dos Campos. Segundo a testemunha, ele permaneceu no corredor falando ao telefone e voltou ao interior do apartamento para tomar banho após o disparo.

Gisele foi baleada na cabeça em 18 de fevereiro. O chamado à polícia foi registrado às 7h57. Ela foi socorrida e levada ao Hospital das Clínicas, onde morreu às 12h04 em decorrência de traumatismo cranioencefálico. A arma utilizada, uma pistola Glock calibre .40, pertence ao acervo da Polícia Militar e está registrada em nome do oficial.

O caso, inicialmente tratado como possível suicídio, passou a ser investigado como morte suspeita pela Polícia Civil. A Corregedoria da PM também instaurou procedimento para apurar eventuais responsabilidades administrativas.

Em nota, a Polícia Militar informou que acompanha as investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Corregedoria e que adotará as medidas cabíveis caso sejam constatadas irregularidades.

Com informações do Metrópoles.