07 de março de 2026
EM ABORDAGEM

Três PMs do Rio são presos sob acusação de roubar 11 iPhones

Por Tomás Braga | da Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
O cabo Rogério Vieira Guimarães, o 3º sargento Joás Ramos do Nascimento e o 3º sargento Denis Willians Neres Alpoim foram presos

Três policiais militares foram presos preventivamente nesta quinta-feira (5) após denúncia do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) acusá-los de roubar celulares durante uma abordagem em serviço a um ônibus. No veículo, dois comerciantes transportavam os aparelhos e foram vítimas do roubo, segundo a acusação, efetuado pelo 3º sargento Joás Ramos do Nascimento, o 3º sargento Denis Willians Neres Alpoim e o cabo Rogério Vieira Guimarães.

A Secretaria de Estado da Polícia Militar, em resposta à acusação, declarou que "a ação (referente à denúncia) que resultou no cumprimento de três mandados de prisão contra policiais militares e 13 mandados de busca e apreensão é resultado de investigações conduzidas exclusivamente pelo Sistema Correcional da Secretaria".

A corporação também afirma que os acusados foram encaminhados para Unidade Prisional da Corporação e que "o comando não compactua nem tolera quaisquer desvios de conduta, cometimento de crimes ou abuso de autoridade praticados por seus entes, punindo com rigor os envolvidos quando constatados os fatos".

De acordo com a acusação, no dia 10 de maio de 2025, às 2h30, os agentes abordaram o veículo onde estavam os comerciantes, que traziam os produtos de São Paulo. Os policiais disseram que as mercadorias não tinham notas fiscais e teriam intimidado e tomado posse dos produtos.

O MP-RJ aponta que os três agiram em conjunto com quatro pessoas ainda não identificadas. Os itens roubados eram 11 celulares iPhone, avaliados em R$ 50 mil.

A acusação diz que os policiais desligaram as câmeras operacionais portáteis (COP), mas que os registros de GPS da viatura e os depoimentos das vítimas reforçaram os indícios do crime.

A denúncia foi ajuizada no dia 5 de fevereiro pela 1ª Promotoria de Justiça à Auditoria Militar, e o MP-RJ requereu a prisão preventiva dos três denunciados, alegando risco à ordem pública, possibilidade de intimidação de testemunhas e indícios de participação dos agentes em outros roubos semelhantes.

O uso irregular das COPs de membros do mesmo destacamento está sendo investigado por ter uma possível relação com outro caso de roubo contra um ônibus de turismo da mesma linha.

Consultada, a polícia não forneceu contatos das defesas dos policiais acusados. A reportagem não localizou os defensores até a publicação deste texto.