03 de março de 2026
OUTRA DENÚNCIA

Mãe denuncia novo estupro coletivo atribuído ao mesmo grupo no RJ

Por Yuri Eiras | da Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/@PCERJ/X
O relato feito na 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana) aponta que três dos cinco envolvidos no caso de janeiro também teriam cometido um crime similar há três anos.

Uma nova denúncia de estupro foi feita à polícia contra alguns dos mesmos acusados de violentar sexualmente uma adolescente de 17 anos em janeiro deste ano em um prédio de Copacabana, no Rio de Janeiro. O registro foi feito pela mãe de uma outra adolescente, que narrou o abuso supostamente cometido em 2023, quando a vítima tinha 14 anos.

Leia mais: Dois acusados de estupro coletivo se entregam e viram réus

O relato feito na 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana) aponta que três dos cinco envolvidos no caso de janeiro também teriam cometido um crime similar há três anos, usando a mesma forma de atrair a vítima a um apartamento, onde ela teria sido surpreendida pelos demais agressores. Não foi divulgado quem são os três suspeitos apontados na ocorrência mais antiga.

Quanto à acusação de janeiro deste ano, a delegacia indiciou quatro jovens sob suspeita de estupro em um apartamento de Copacabana. Um adolescente de 17 anos também é suspeito de envolvimento e deve responder separadamente no âmbito da legislação relativa ao Estatuto da Criança e do Adolescente.

Matheus Verissimo Zoel Martins, 19, foi preso na manhã desta terça-feira (3) após se entregar à polícia fluminense. Outros três acusados, Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, e João Gabriel Xavier Bertho, de 19, são considerados foragidos.

Matheus era procurado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro desde a semana passada. Ele chegou à 12ª DP (Copacabana) por volta das 11h, acompanhado de seu advogado.

Na sexta-feira (27), a Justiça aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público e tornou os jovens réus pelo crime de estupro qualificado, pela vítima ser menor, majorado pelo concurso de pessoas, que é quando o crime é praticado por dois ou mais agressores. Nesse caso, quando há a participação de mais de uma pessoa, a conduta é considerada mais grave.

Por isso, a lei determina o aumento da pena final em um quarto. O Código Penal também estabelece que todos que participaram do crime respondem por ele na medida de sua culpabilidade. Pode haver agravamento adicional para quem organiza, dirige ou promove a cooperação entre os agentes. A pena prevista para o estupro, neste caso, é de reclusão de oito a 12 anos em caso de condenação.

A defesa de João Gabriel Xavier Bertho, representada pelo advogado Rafael De Piro, nega as acusações, sustentando que mensagens de texto provam que a jovem "sabia da presença prévia dos outros rapazes" no local. Afirma ainda que a vítima teria consentido inicialmente com a presença deles no quarto durante o encontro íntimo com o amigo.

O processo está sob sigilo e a reportagem não localizou as defesas dos outros réus.