Em sua última prova nesta edição dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, o Brasil conseguiu superar seu melhor resultado olímpico na prova do bobsled "4-man" (com quatro tripulantes) no circuito de concreto congelado do Sliding Centre, em Cortina d'Ampezzo.
O quarteto liderado pelo experiente piloto Edson Bindilatti, 46, encerrou as quatro descidas com o tempo combinado de 3min41s14, ficando na 19ª colocação. Completam o time brasileiro Davidson de Souza, Rafael da Silva e Luis Bacca.
O melhor resultado do país até então havia sido o 20º lugar, em Pequim-2022. A participação brasileira no bobsled começou nos Jogos de Inverno de Salt Lake City, nos Estados Unidos, em 2002.
"A gente ralou bastante para chegar aqui nesses Jogos Olímpicos, e fazer o melhor resultado da história do bobsled para o Brasil é um feito muito grande", afirmou Bindilatti em entrevista ao SporTV após a prova.
"Só temos a evoluir agora. Acredito que esses meninos vão crescer de uma forma grandiosa. E eu quero estar por perto para poder ajudar nessa evolução", acrescentou o piloto baiano, que completou sua sexta participação olímpica em Milão-Cortina.
O ouro ficou com a Alemanha, com o trenó do piloto Johannes Lochner completando as quatro descidas com o tempo de 3min37s57. A prata também foi da Alemanha (3min38s14), com o bronze para a Suíça (3min38s64).
Lochner também já havia ficado com o ouro na disputa com dois tripulantes por trenó. Na disputa do "2-man", no último dia 16, o Brasil encerrou na 24ª colocação em Milão-Cortina, com Edson Bindilatti e Luis Bacca. A dupla também superou a melhor marca do país na prova, que era um 27º lugar, com Bindilatti e Edson Martins, em PyeongChang-2018.