13 de fevereiro de 2026
ANDRADINA

Vazamento de amônia causa tensão e evacuação em frigorífico

Por Guilherme Renan | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Divulgação
Incidente em unidade antiga da JBS mobiliza evacuação e levanta debate sobre segurança operacional

Um vazamento de amônia registrado na manhã desta quinta-feira (12) causou tensão entre trabalhadores da unidade antiga do frigorífico JBS, em Andradina. O incidente exigiu a evacuação imediata do setor afetado, mas foi controlado pela equipe técnica da empresa e não houve registro de vítimas ou intoxicações graves.

Segundo informações apuradas, o vazamento foi detectado durante o expediente e, diante do risco químico, o plano de emergência foi acionado. Funcionários foram retirados do local e direcionados ao pátio da unidade, seguindo protocolos de segurança para situações envolvendo gases industriais.

Equipes de manutenção e segurança do trabalho atuaram rapidamente para isolar a área e conter o escape do produto, normalizando a situação pouco tempo depois. A amônia é amplamente utilizada como gás refrigerante na indústria alimentícia, porém apresenta alto potencial corrosivo e tóxico quando inalado em concentrações elevadas.

Até o fechamento desta reportagem, a empresa ainda não havia divulgado nota oficial esclarecendo as causas técnicas do vazamento, como eventual falha estrutural, desgaste de equipamentos ou rompimento de tubulação.

Apesar do controle rápido, o episódio reacendeu discussões entre trabalhadores e moradores da região. Há relatos de que odores intensos e ocorrências menores semelhantes já teriam sido percebidos anteriormente na mesma planta industrial. Especialistas em segurança do trabalho destacam que unidades mais antigas exigem manutenção preventiva rigorosa e monitoramento constante, fatores essenciais para evitar acidentes de maior gravidade.

A exposição à amônia pode provocar irritação nos olhos e nas vias respiratórias, queimaduras na garganta, sensação de sufocamento e, em casos extremos, complicações pulmonares graves com risco de morte.

O caso segue acompanhado por órgãos de fiscalização e pelo Corpo de Bombeiros, que monitoram as condições operacionais da unidade e verificam o cumprimento das normas de segurança vigentes.