10 de fevereiro de 2026
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Trump critica apresentação de Bad Bunny na final do Super Bowl

da Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min
Reprodução/TV Globo
Bad Bunny no show do intervalo na decisão do Super Bowl

Cercada de expectativa, a apresentação do rapper porto-riquenho Bad Bunny no show do intervalo na decisão do Super Bowl na noite de domingo (8) em Santa Clara, na Califórnia, foi feita, pela primeira vez, predominantemente em espanhol, com inúmeras referências à ilha caribenha, tanto no design do palco quanto nas letras de suas músicas.

O espetáculo foi uma celebração da música e cultura latina em um momento em que a comunidade se sente ameaçada pela cruzada anti-imigração do Partido Republicano, liderada pelo presidente Donald Trump.

A apresentação teve seu ápice político durante a participação especial do também porto-riquenho Ricky Martin, que cantou "Lo que le pasó a Hawai'i", considerado um hino da independência de Porto Rico.

Bad Bunny não atacou diretamente o ICE, a agência de segurança pública criticada por suas operações agressivas contra imigrantes, como fez na semana passada com o Grammy Awards. Seu show de 13 minutos, no entanto, foi repleto de mensagens de diversidade e união.

Após apresentar sucessos como "Un baile inolvidable" e "Nuevayol", o artista encerrou sua apresentação listando os países do continente, antes de exibir a mensagem: "Juntos, somos a América".

Com a plateia ainda empolgada, Trump criticou duramente a apresentação nas redes sociais, chamando-a "de uma afronta à grandeza da América".

"Ninguém entendeu o que esse cara está dizendo", escreveu o republicano, que já havia criticado a escalação musical de Bad Bunny e Green Day, ambos seus críticos, afirmando que a escolha era "terrível" e "semearia ódio".