21 de janeiro de 2026
ATROPELAMENTO

Médica do Samu é afastada após atestar morte de mulher por engano

Por Simone Machado | da Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min
Reprodução
O Samu foi chamado e a mulher teve o óbito atestado no local do acidente

Uma médica do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi afastada após constatar erroneamente a morte de uma mulher vítima de um atropelamento na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), em Bauru (a 330 km de São Paulo).

Fernanda Cristina Policarpo, 29, sobreviveu ao acidente e está internada em estado grave na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital de Base de Bauru.

O acidente aconteceu no final da tarde de domingo (18), quando Fernanda foi atropelada na altura do km 352 da rodovia. O motorista afirmou à polícia que a pedestre entrou repentinamente na pista para atravessá-la, sem que ele tivesse tempo suficiente para frear.

O Samu foi chamado e a mulher teve o óbito atestado no local do acidente. A rodovia foi interditada em um dos sentidos e o IML (Instituto Médico Legal) foi acionado para remover a mulher, que chegou a ser coberto com uma manta térmica de alumínio.

Minutos depois, com a chegada da Unidade de Socorro Avançado da concessionária que administra o trecho, outro médico notou que a vítima apresentava sinais vitais, como movimentos respiratórios.

Os médicos realizaram os procedimentos de reanimação na vítima, incluindo massagem cardíaca, após constatar a presença de sinais vitais.

Foram realizadas as tentativas de intubação e a vítima foi encaminhada ao hospital, informou a Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo).

O afastamento da médica do Samu foi comunicado pela Prefeitura de Bauru na segunda-feira (19), que instaurou uma sindicância para esclarecer os procedimentos do atendimento realizado pela equipe médica. A profissional ficará afastada de forma preventiva até a conclusão da apuração.

A prefeitura prestou solidariedade à paciente e informou que o caso está sendo tratado com prioridade, mas não indicou um prazo para a conclusão da sindicância.

A médica que atendeu à ocorrência não teve o nome divulgado.