O helicóptero que caiu na manhã deste sábado (17) em uma área de mata fechada em Guaratiba, zona oeste do Rio de Janeiro, fazia um voo de instrução, de acordo com informações preliminares da Polícia Civil. O acidente deixou três homens mortos.
As vítimas foram identificadas como Diego Dantas Lima Moraes, Lucas Silva Souza e Sérgio Nunes Miranda. Todos atuavam como pilotos, conforme a polícia.
Uma investigação está em andamento na 43ª DP (Guaratiba). Conforme a corporação, as primeiras informações indicam que a manutenção do helicóptero estava em dia.
"O Diego Dantas era o instrutor, e os outros dois estavam ali recebendo instruções. Eram já pilotos de helicóptero, só estavam recebendo instruções de familiarização com esse modelo de helicóptero", afirmou a delegada Evanora Gomes em entrevista a jornalistas neste sábado.
Familiares e amigos prestaram homenagens a Diego nas redes sociais. Ele tinha 36 anos. O velório e a cremação do corpo da vítima foram marcados para esta segunda-feira (19) no Rio.
Lucas Silva Souza era capitão do Corpo de Bombeiros do estado. Ele atuava como piloto do GOA (Grupamento de Operações Aéreas). O velório foi marcado para este domingo (18) no município de Silva Jardim (RJ).
"Ao longo de sua trajetória na corporação, Lucas destacou-se pelo profissionalismo, pela ética e pelo compromisso com a missão de salvar vidas", afirmam os bombeiros em nota.
"Sua competência, seu zelo pela profissão e, principalmente, seu amor por voar vão ecoar para sempre na memória de todos que tiveram a honra de conviver com ele."
Sérgio Nunes Miranda, a terceira vítima do acidente, atuava como major da FAB (Força Aérea Brasileira). Nas redes sociais, ele também se apresentava como coordenador de um projeto social chamado Semeando o Amanha.
A FAB disse que tomou conhecimento da ocorrência envolvendo um militar de seu efetivo neste sábado. "A instituição lamenta profundamente o ocorrido e reforça que está prestando todo o apoio necessário à família do militar", acrescenta, em nota.
A aeronave que caiu em Guaratiba possuía a matrícula PS-GJS, conforme a FAB, que não detalhou a rota do voo.
O helicóptero era do modelo Robinson R44 II, fabricado em 2010, e tinha quatro assentos, segundo consulta disponível no site da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
No mesmo endereço, a situação da aeronave era descrita como normal. O CVA (Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade) era válido até 8 de janeiro de 2027.
O nome de Diogo Stasiak aparece como proprietário do helicóptero. A Folha contatou um irmão de Diogo que é advogado, mas eles não quiseram comentaram o caso.
Segundo os bombeiros, a pessoa que acionou a corporação relatou que a aeronave teria caído momentos após uma decolagem. A corporação informou que o local da ocorrência fica próximo à rua José Martins Brito.
A FAB afirmou que investigadores foram chamados para iniciar a apuração das possíveis causas do acidente.
"Durante a ação inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação", acrescentou.