Uma mãe do Reino Unido fez um alerta após o filho sobreviver por pouco a uma infecção rara e grave que quase o matou. Martine Purdy contou que acreditava que o menino, Franki, então com 11 anos, tinha apenas uma infecção no peito, mas o quadro evoluiu rapidamente e ele chegou ao hospital com apenas uma hora de vida, segundo os médicos.
Moradora de Nottingham, Martine disse que os sintomas iniciais eram leves: dor na perna, cansaço, febre baixa e uma infecção respiratória que já durava cerca de cinco semanas. Na manhã seguinte, ela encontrou o filho sentado na cama, com os dedos curvados para trás e emitindo um som estranho, sem conseguir reagir.
Franki foi levado às pressas para o hospital, onde foi colocado em coma induzido e diagnosticado com uma forma rara e potencialmente fatal de meningite bacteriana com sepse, conhecida como meningoencefalite. Os médicos explicaram que a infecção no peito provavelmente se espalhou para o cérebro.
O garoto passou um mês internado e precisou reaprender a andar, falar, comer e engolir. Hoje, aos 13 anos, ainda enfrenta sequelas: dificuldade de memória, limitações motoras, uso ocasional de cadeira de rodas e necessidade de ajuda para tarefas básicas. Ele também tem dificuldades no retorno à escola por não conseguir reter informações.
Abalada pela experiência, Martine decidiu transformar a vivência da família em um livro para ajudar outras pessoas a compreenderem lesões cerebrais e doenças graves semelhantes enfrentadas por crianças.
*Com informações do Wales Online