A partir de janeiro de 2026, estrangeiros com condições como obesidade, câncer, diabetes e doenças cardíacas poderão ter o visto negado pelos Estados Unidos, conforme nova diretriz do governo Trump.
O Departamento de Estado enviou no início de novembro a orientação a embaixadas e consulados determinando que a saúde do solicitante, inclusive histórico de câncer, doenças respiratórias, transtornos mentais e males metabólicos, passe a ser um critério central na análise de pedidos de visto permanente. A justificativa é evitar a entrada de pessoas com “alto risco” de se tornarem dependentes de recursos públicos.
O documento também amplia os poderes de oficiais consulares, que agora poderão recusar vistos com base apenas na avaliação subjetiva de que o candidato não teria condições financeiras de arcar com possíveis tratamentos ao longo da vida. A medida contraria o próprio manual do Departamento de Estado, que orienta a não tomar decisões com base em cenários hipotéticos.
Especialistas em imigração criticam a mudança sob o argumento de que agentes não têm formação médica para prever custos ou evolução de doenças, o que abre espaço para decisões arbitrárias.
A regra também permite que a saúde de familiares, como filhos, idosos ou dependentes com deficiência, influencie na decisão, caso se entenda que isso poderia dificultar o acesso do imigrante a emprego ou seguro-saúde no país.
A nova política integra uma série de medidas mais duras adotadas recentemente, como a negativa de solicitações por “visões antiamericanas”.
Com doenças crônicas como diabetes afetando cerca de 10% da população mundial e problemas cardiovasculares liderando as causas globais de morte, especialistas avaliam que a diretriz deve barrar um número significativo de novos imigrantes.
*Com informações do El País Inglês