Pelo menos 32 pessoas morreram no sudeste da República Democrática do Congo, na África Central, após o desabamento de uma ponte em uma mina de cobre e cobalto na província de Lualaba.
A estrutura cedeu no sábado (15) na mina de Kalando, em Mulondo. Segundo autoridades locais, o acesso ao local estava proibido devido às fortes chuvas e ao risco de deslizamentos, mas garimpeiros ilegais invadiram a área. Um relatório da agência estatal SAEMAPE apontou ainda que tiros disparados por soldados provocaram pânico, levando dezenas de trabalhadores a correrem para a ponte, que não resistiu ao peso.
O balanço oficial fala em pelo menos 32 mortes, mas o documento da SAEMAPE indica que o número pode chegar a 40. A presença de militares na região vinha gerando conflito com mineradores informais e operadores legais do sítio.
A mineração de cobalto, controlada majoritariamente por empresas chinesas, é marcada por denúncias de condições inseguras, corrupção e uso de mão de obra infantil. A região leste do Congo também enfrenta violência crônica de forças governamentais e grupos armados, como o M23, agravando a crise humanitária no país.
Com informações da AP News