A designer de interiores Radharani Domingos, de 43 anos, ficou cega depois de beber doses de caipirinha contaminada com metanol no bar de um bairro nobre de São Paulo. Ela é uma das vítimas mais graves da onda de intoxicações que atinge o estado.
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“Lembro de pedir a terceira caipirinha e, a partir daí, não lembro de mais nada”, contou Radharani ao SBT. Ela passou mal horas depois e foi levada pela irmã ao hospital, onde os médicos identificaram níveis altíssimos da substância no sangue: 415 mg, quase três vezes mais que a dose considerada letal.
A paciente sobreviveu após hemodiálise de urgência e tenta agora um tratamento experimental iraniano, ainda sem comprovação científica, na esperança de recuperar parte da visão. “Eu sei que não é garantido, mas quero tentar tudo para voltar a enxergar”, disse.
De acordo com a Secretaria de Saúde de São Paulo, até esta quarta-feira (15), há 128 casos de intoxicação por metanol no estado, destes, 28 confirmados e cinco mortes. As investigações apontam que bebidas adulteradas foram distribuídas para bares e festas em várias regiões da capital.
Mesmo cega, Radharani tenta retomar a rotina. “Das coisas simples, a alimentação foi o que mais me pegou, porque agora eu dependo que alguém me traga tudo. Tenho gratidão por estar viva. Poderia ter sido muito pior”, afirmou.