A Polônia enfrenta seu momento mais crítico desde a Segunda Guerra Mundial, segundo o primeiro-ministro Donald Tusk, após a derrubada de drones russos que violaram o espaço aéreo do país. Foi a primeira vez que aeronaves russas foram abatidas sobre território de um país da Otan, o que elevou os temores de escalada do conflito.
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De acordo com o governo polonês, sete drones e os destroços de um objeto não identificado foram encontrados em diferentes regiões do país. Cinco deles estavam na província de Lublin, no leste, próxima à fronteira com Belarus e Ucrânia. Outros dois foram localizados bem mais distantes: um em Mniszków, na região central de ?ód?, a 250 km da fronteira com Belarus, e outro perto da cidade de Elbl?g, no norte do país.
Tusk afirmou que o sistema de defesa aérea registrou 19 incursões de drones russos, dos quais até quatro foram abatidos por caças da Polônia e da Otan. Segundo ele, alguns desses drones aparentemente tinham alvos em território polonês, além de atacar a Ucrânia.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky classificou o episódio como um “precedente extremamente perigoso para a Europa”. Ele disse que pelo menos dois drones que cruzaram a fronteira polonesa utilizaram o espaço aéreo de Belarus, o que pode indicar um número ainda maior de violações do que o anunciado inicialmente.
O Kremlin, por sua vez, evitou comentar o caso. O porta-voz Dmitry Peskov limitou-se a dizer que se trata de “matéria do Ministério da Defesa russo” e acusou União Europeia e Otan de fazerem acusações “sem provas”.
A invasão de drones ocorreu durante um dos maiores ataques aéreos já lançados contra a Ucrânia, com 415 drones russos disparados em uma única noite. Diante do cenário, cresce o debate sobre se Moscou estaria testando a reação da Otan a um ataque direto em território de seus aliados.
*Com informações da BBC