A Operação Carbono Oculto, do Ministério Público de São Paulo, expôs um esquema de adulteração de combustíveis que reacendeu o alerta para motoristas em todo o país. A prática, que consiste em misturar substâncias mais baratas à gasolina, etanol ou diesel, pode gerar prejuízos sérios ao bolso e ao motor dos veículos.
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Desde o início de agosto, a gasolina vendida legalmente nos postos passou a ter 30% de etanol anidro. No entanto, especialistas alertam que alguns estabelecimentos elevam ainda mais esse percentual ou recorrem a substâncias como a nafta, derivado barato do petróleo, para aumentar os lucros de forma fraudulenta.
O analista técnico automotivo Victor Araujo Pedrão exemplificou à CNN os principais sintomas que podem indicar combustível de má qualidade:
Caso haja suspeita, Pedrão recomenda esgotar o tanque e drenar o sistema de combustível o quanto antes. Em casos mais graves, pode ser necessário trocar bicos injetores, bomba de combustível e filtros.
O Instituto Combustível Legal (ICL) e o Sindicombustíveis orientam consumidores a adotar medidas simples para evitar prejuízos:
Especialistas lembram que o consumidor atento pode reduzir bastante os riscos. E se o carro apresentar sintomas, agir rápido é essencial para evitar que o problema se transforme numa conta alta na oficina.