10 de julho de 2026
ITANHAÉM

Como é a Ilha das Cobras, região proibida onde lancha naufragou

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
João Marcos Rosa/Nitro/ICMBIO
Proibida para turistas, a Ilha das Cobras é famosa pela alta densidade populacional de serpentes.

A lancha que desapareceu com três pessoas no último sábado no litoral sul de São Paulo foi encontrada nesta quarta-feira (27) na região onde fica a Ilha da Queimada Grande, popularmente conhecida como Ilha das Cobras. Proibida para turistas, ela é famosa pela alta densidade populacional de serpentes.

Como é a ilha

É uma unidade de conservação gerida pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). A Ilha da Queimada Grande recebe esse nome devido às queimadas que antigos pescadores faziam para afastar as cobras. Eles chegavam à região para descansar sem saber que ali havia muitas delas.

A Ilha das Cobras tem uma das maiores concentração de serpentes por metro quadrado do mundo. Um levantamento realizado no final da década de 2000 indicou que a ilha de 430 mil metros quadrados abriga cerca de 3.000 exemplares do réptil.

Jararaca-ilhoa (Bothrops insularis) é a presença ilustre da ilha. Ela está criticamente ameaçada de extinção e é considerada uma espécie endêmica, ou seja, não é encontrada em nenhuma outra parte do mundo.

Isolada no local, a serpente se desenvolveu diferente daquelas que estão no continente: sem presa terrestre, ela começou a subir nas árvores em busca de aves. A adaptação fez com que seu veneno ficasse mais forte para abater a presa mais rápido. Trabalhos de monitoramento indicam que há 2.000 delas no território, cerca de uma a cada 300 metros.

Outra espécie endêmica habita a ilha. O anfíbio Scinax peixotoi é um sapo de 18 a 25 milímetros, encontrado em bromélias. Ele tem olhos protuberantes, dorso amarronzado e manchas escuras na lateral do corpo.