11 de julho de 2026
ACASO OU ALERTA?

Belugas encalharam em praia russa 1 dia antes do terremoto; VÍDEO

Por | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/@Khhanzy/X
Uma das hipóteses é que animais sejam capazes de detectar vibrações de baixa frequência e variações no campo magnético da Terra.

No dia anterior ao terremoto de magnitude 8,8 que atingiu a Península de Kamchatka, na Rússia, cinco belugas, incluindo um filhote, foram vistas encalhadas numa praia da região. O vídeo do resgate, feito por pescadores locais, viralizou e levantou a dúvida: os animais conseguem prever catástrofes naturais?

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As imagens mostram os pescadores molhando os corpos das baleias com baldes d'água do mar e ajudando-as a retornar ao oceano com a subida da maré. O episódio aconteceu a poucos quilômetros do epicentro do abalo sísmico, que gerou alertas de tsunami para países como Japão, Estados Unidos, Chile e Nova Zelândia. Inicialmente estimado em 8.0, o tremor foi reclassificado pelo Serviço Geológico dos EUA (USGS) como 8,8, uma das maiores magnitudes já registradas.

Nas redes sociais, internautas enxergaram na aparição das belugas um possível alerta natural. “A natureza avisou. Os animais sentiram antes. A gente não escutou”, escreveu um usuário. Outro afirmou: “Cinco belugas surgiram exatamente no epicentro do terremoto. Isso não pode ser coincidência”.

A ciência, por sua vez, trata o tema com cautela. Animais como baleias, elefantes, cães e aves já foram associados a comportamentos incomuns antes de desastres, como no terremoto de Haicheng, na China, em 1975, e no tsunami de 2004 no sudeste asiático. Uma das hipóteses é que eles sejam capazes de detectar vibrações de baixa frequência (ondas P), variações no campo magnético da Terra ou até alterações na pressão atmosférica, elementos que precedem terremotos e erupções.

Belugas, em especial, são conhecidas por sua sensibilidade sonora e capacidade de navegação usando magnetorrecepção - habilidade de perceber o campo magnético terrestre, que também está presente em aves migratórias, tartarugas marinhas e abelhas.

Apesar disso, cientistas alertam que, até hoje, não há provas conclusivas de que o comportamento animal possa ser usado como ferramenta precisa de previsão. O caso das belugas, embora impressionante, ainda carece de confirmação de quando foi registrado.

*Com informações do News 18