11 de julho de 2026
LUTO

Léo Batista, ícone do jornalismo esportivo, morre aos 92 anos

da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Divulgação
Léo Batista morreu aos 92 anos

Léo Batista, um dos maiores nomes do jornalismo esportivo brasileiro, morreu neste domingo, 19 de janeiro de 2025, aos 92 anos, no Hospital Rios D'Or, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Internado desde 6 de janeiro com um quadro de desidratação e dor abdominal, ele foi diagnosticado com câncer de pâncreas, que culminou em sua morte.

Nascido João Baptista Bellinaso Neto em 22 de julho de 1932, em Cordeirópolis, São Paulo, Léo iniciou sua trajetória na comunicação aos 15 anos, no serviço de alto-falantes de sua cidade natal. Em 1952, migrou para o Rio de Janeiro, onde começou na Rádio Globo, adotando o nome que se tornaria sinônimo de excelência no jornalismo esportivo.

Sua estreia na locução esportiva ocorreu em uma partida entre São Cristóvão e Bonsucesso, no Maracanã. Em 1955, ingressou na televisão, apresentando o Telejornal Pirelli na extinta TV Rio. Contratado pela TV Globo em 1970 para a cobertura da Copa do Mundo no México, Léo Batista consolidou sua carreira na emissora.

Léo foi o primeiro apresentador de programas marcantes como o Jornal Hoje (1971) e o Esporte Espetacular (1973). Também comandou o Globo Esporte e foi pioneiro na cobertura de modalidades como surfe e Fórmula 1 no Brasil. Sua voz anunciou fatos que marcaram a história, incluindo a morte do presidente Getúlio Vargas, em 1954, e do piloto Ayrton Senna, em 1994.

Com uma carreira que incluiu a cobertura de 13 Jogos Olímpicos e 13 Copas do Mundo, Léo Batista tornou-se referência para profissionais e fãs do esporte. Torcedor apaixonado do Botafogo, foi homenageado pelo clube, que deu seu nome a uma das cabines de imprensa do estádio Nilton Santos.

Léo Batista deixa um legado de inovação, credibilidade e paixão pelo jornalismo esportivo, sendo lembrado por sua dedicação e pela capacidade única de narrar a história por meio do esporte.