09 de julho de 2026
FICHA SUJA

Polícia prende 'sugar daddy' que aliciava e ameaçava mulheres

Por | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/PC-GO
O homem teria criado três perfis falsos no Instagram para atrair mulheres com promessas de dinheiro, presentes e empregos.

A Polícia Civil de Goiás prendeu Plínio Veloso Naves de Barros, de 37 anos, suspeito de estupro, favorecimento da prostituição, falsa identidade e divulgação de conteúdo sexual, crimes que podem somar até 26 anos de prisão.

Leia também: Veja 5 novos golpes via aplicativos e como não cair neles

As investigações apontam que Plínio teria criado três perfis falsos no Instagram para atrair mulheres com promessas de dinheiro, presentes e empregos em um esquema conhecido como "sugar daddy." As vítimas eram levadas para seu apartamento no Setor Bueno, em Goiânia, onde ele mantinha relações sexuais com elas e, frequentemente, filmava esses encontros sem o consentimento delas. Quando algumas das mulheres tentavam se afastar, eram ameaçadas para que continuassem a se relacionar com ele. Aquelas que se recusavam a participar do esquema também eram alvo de ameaças.

Uma das vítimas relatou que foi obrigada a se encontrar com o suspeito mais de 30 vezes e que, quando tentava encerrar o contato, ele ameaçava expor fotos íntimas e contar tudo a seus familiares e colegas de trabalho. A mulher contou ainda que Plínio ameaçava fazer algo contra seu filho, causando-lhe grande sofrimento psicológico.

A prisão ocorreu em um restaurante de Goiânia, onde agentes da Polícia Civil detiveram Plínio em flagrante. Em seguida, eles foram até o apartamento do suspeito e apreenderam computadores e documentos.

Plínio já tinha antecedentes por estupro. A imagem do suspeito foi divulgada com autorização judicial para que outras vítimas possam reconhecê-lo e buscar ajuda. O caso segue agora sob investigação da Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher.

A divulgação da imagem do preso foi procedida nos termos da Lei nº 13.869/2019 e da Portaria nº 547/2021 – PC, conforme Despacho do(a) Delegado(a) de Polícia responsável pelo inquérito policial, de modo que a publicação de sua imagem possa auxiliar no surgimento de novas vítimas. O caso será é investigado agora pela Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher.