O caminhoneiro Edson Fernando Crippa, de 45 anos, autor do ataque a tiros que matou três pessoas e feriu nove em Novo Hamburgo (RS), sofria de esquizofrenia e havia sido internado em instituições psiquiátricas ao menos quatro vezes, segundo a investigação preliminar da Polícia Civil. A informação foi divulgada na entrevista coletiva com o delegado Fernando Sodré, chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.
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Apesar disso, Crippa tinha registro como CAC (colecionador, atirador desportivo ou caçador) e possuía quatro armas de fogo em seu nome: duas pistolas (9 mm e .380), uma espingarda calibre 12 e um fuzil, além de mais de 300 munições intactas.
Segundo o jornal Folha de SP, familiares relataram que o pai do atirador, Eugênio Crippa, de 74 anos, também morto no ataque, também tinha esquizofrenia.
O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Cláudio dos Santos Feoli, disse na coletiva de imprensa desta quarta (23), que Edson foi “neutralizado” pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).
Na noite de terça-feira (22), a polícia foi até o imóvel da família Crippa apurar denúncia de maus-tratos contra um casal de idosos. Durante a abordagem, Edson iniciou os disparos, atingindo dois policiais militares. O confronto durou até a manhã desta quarta(23), quando Edson foi morto em troca de tiros com o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais).
Além de Eugênio Crippa, o irmão de Edson e o policial militar Everton Kirsch, de 31 anos, também morreram.
Kirsch, que estava na Brigada Militar desde 2018 e havia sido transferido para Novo Hamburgo recentemente, foi atingido por um tiro na cabeça e deixa esposa e um filho recém-nascido de 45 dias.
A mãe e a cunhada do atirador, assim como um policial militar, estão em estado grave, e um segundo agente continua em estado gravíssimo. No total, nove pessoas foram feridas no ataque.
O atirador teria derrubado a tiros dois drones usados na ação e respondia às negociações da polícia com disparos.
A lista de feridos foi apurada pelo portal Metrópoles.
Edson Crippa era colecionador, caçador desportivo e caçador (CAC), sem antecedentes criminais, e tinha licença Sigma do Exército. “Todas as armas eram legalizadas”, informou o delegado Sodré. Além disso, o homem foi submetido ao exame psicotécnico.
“Estamos apurando informações de que seja um problema familiar, tanto dele quanto do pai, de esquizofrenia. Mais detalhes serão apurados”, destacou o delegado.