O Estado de São Paulo registrou o menor índice de roubos de carga para o mês de fevereiro em 20 anos. No mês passado, foram 399 ocorrências, conforme o balanço da Secretaria da Segurança Pública. No período, a maior alta aconteceu em 2017, com 865 delitos. Desde então, a queda de roubos de carga vem sendo progressiva. Os dados são do Governo de São Paulo.
O número de ocorrências em fevereiro deste ano também é 14% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram 464 queixas. O trabalho feito pela Polícia Civil, por meio do Programa de Prevenção de Furtos e Roubos (Procarga), tem contribuído para a queda dos índices, além de fortalecer a ação preventiva, desmantelando quadrilhas especializadas nessa modalidade criminosa.
“Com o trabalho de inteligência conseguimos dar subsídios aos órgãos de execução, que colocam viaturas em locais estratégicos, em horários e pontos vulneráveis, além de descobrir o centro de operações dessas quadrilhas”, afirmou o delegado Oswaldo Diez Júnior, responsável pelo Procarga.
Ainda de acordo com o delegado que coordena o programa, serão estabelecidas novas parcerias com órgãos policiais para intensificar a fiscalização e identificar os envolvidos nesses crimes. Parte dos roubos de carga ocorridos no Estado está concentrada na Baixada Santista e, para o delegado, “é um dado preocupante”, por isso estão sendo desenvolvidas ações específicas na região.
“Sabemos que, infelizmente, o crime organizado se instalou na região. Por esse motivo que essas operações têm sido tão importantes. Estamos em contato com as delegacias de lá, fazendo análises de inteligência e planejando ações”, completou o delegado.
Como agem as quadrilhas de roubo de carga
Ainda conforme o delegado, as análises criminais das quadrilhas especializadas têm sido fundamentais para entender não só a motivação, mas também para onde vai a carga e o caminhão roubado.
“Se analisarmos, aumentou muito o número de transportes de carga circulando pelo estado desde a pandemia, porque agora a maioria das compras são feitas por meio do comércio eletrônico, mas temos conseguido manter taxas de criminalidade menores do que em anos anteriores, justamente devido ao trabalho de análise, investigação e ações da polícia”, ressaltou Diez.
Ações criminosas em cinco fatores