11 de julho de 2026
COMBATE AO CRIME

'Não tô nem aí', diz Tarcísio sobre denúncias de abusos em ações da PM feitas à ONU

Por | da Redação
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Reprodução/Marcelo Camargo/Age?ncia Brasil
Tarcísio será denunciado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU pela escalada da violência policial na Baixada Santista.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) declarou nesta sexta-feira (8) que não se preocupa com as denúncias de abusos ocorridos durante a Operação Verão da Polícia Militar no litoral de São Paulo, apurou a Folha de SP.

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"Sinceramente, nós temos muita tranquilidade com o que está sendo feito. E aí o pessoal pode ir na ONU, pode ir na Liga da Justiça, no raio que o parta, que eu não tô nem aí", afirmou o governador.

Tarcísio é denunciado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) pela escalada da violência policial na Baixada Santista pela Conectas Direitos Humanos e a Comissão Arns.

Além disso, o Gaesp (Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial), do Ministério Público de São Paulo, anunciou na quinta-feira (7) que abriu uma notícia fato para investigar denúncias de que os mortos na operação estão sendo levados como vivos para hospitais.

Os relatos foram feitos por funcionários da Saúde de Santos. O Gaesp afirmou que vai colher os prontuários médicos e identificar os socorristas para investigar como o transporte dos corpos ocorreu.

O governador negou ter recebido as denúncias de irregularidades e defendeu o trabalho dos policiais.

"A nossa polícia é extremamente profissional. É uma pena que toda hora as pessoas querem colocar a polícia na posição de criminosa. Não é isso, esses caras estão defendendo a gente, a nossa sociedade. Estão vestindo a farda para ir enfrentar criminoso", disse Tarcísio.

Até o dia 1º de março, a Operação Verão deixou 39 mortos na Baixada Santista. A operação teve início após a morte do soldado da Rota Samuel Wesley Cosmo, 35, em 2 de fevereiro. Pelo menos um outro PM em serviço também morreu durante a operação, na periferia de Santos. Assim como Cosmo, o soldado da Rota Patrick Bastos Reis, 30 anos, também estava em serviço ao ser atingido.