Cezar Bitencourt, advogado de Mauro Cid, disse em entrevista ao UOL News que foi informado da operação realizada nesta quinta-feira (8) pela Polícia Federal, com Jair Bolsonaro como alvo. "Recebi a informação ontem à noite, não estou lembrado, mas fiquei sabendo que haveria uma operação, sem detalhe algum. {Operação da} Polícia Federal relativa ao assunto Bolsonaro", disse Cezar Bitencourt, advogado de Mauro Cid.
Questionado sobre quem lhe passou a informação da operação da PF, Bitencourt citou 'o sigilo da fonte" e disse que "não deveria nem estar falando sobre esse assunto". Para Bitencourt, tanto Mauro Cid como seu pai, o general Mauro Lorena Cid, serão isentos de culpa no caso das joias sauditas. "Essa é a expectativa", completou o advogado.
Mauro Cid não citou nomes do alto comando do Exército em sua delação à Polícia Federal, afirmou Cezar Bitencourt. Para o advogado, Bolsonaro planejava se manter no poder, mas só não prosseguiu com sua trama golpista por não contar com o respaldo do Exército.
"[A operação da PF] É a sequência natural das coisas, mas algumas coisas não foram ditas pelo Cid. Em nenhum momento ele envolveu o Exército. Não atribuiu responsabilidade e não foi falado do comando do Exército. Não me lembro desses nomes [da cúpula do Exército]. Lembro que ele se referiu a alguma coisa da Marinha e da Aeronáutico, mas não me lembro do conteúdo do depoimento, que está com a Polícia Federal", disse Cezar Bitencourt, advogado de Mauro Cid.
Bitencourt afirmou que Cid naturalmente falou sobre Bolsonaro em sua delação, mas "deu uma aliviada" para o presidente em seu depoimento. "Ele se referiu ao Bolsonaro, já que era assessor dele, mas não houve maiores conteúdos em relação a ele. De certa forma, deu uma aliviada. Em relação a militares, houve comentários com relação ao pessoal que era do gabinete diretamente, e não do comando do Exército", disse Cezar Bitencourt.