O procurador-geral da República, Paulo Gonet, concordou com a decisão do ministro Alexandre de Moraes e defendeu que a ação contra o ex-deputado federal Roberto Jefferson continue tramitando no STF.
O que aconteceu
Roberto Jefferson é réu por incitação ao crime, calúnia, homofobia e tentativa de homicídio contra quatro policiais. No ano passado, Jefferson estava em prisão domiciliar e devia cumprir uma série de medidas cautelares, como não dar entrevistas, não usar redes sociais ou receber visitas.
Indo contra as determinações, Jefferson publicou um vídeo xingando a ministra do STF Cármen Lúcia. Moraes decidiu, então, que o ex-deputado fosse levado de volta à prisão em outubro do ano passado.
Ex-deputado atirou 60 vezes na direção de policiais que foram à casa dele cumprir a ordem da Justiça, além de lançar três granadas de luz e som - uma delas adulterada com pregos. Dois agentes foram feridos por estilhaços. Em dezembro de 2022, ele virou réu por tentativa de homicídio.