11 de julho de 2026
FUTEBOL

Entenda o que Dorival indicou em seu 1º ato na seleção

Por Lucas Musetti Perazolli | da Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min
CBF
Dorival Jr: a seleção precisa de jogadores comprometidos e inteligentes taticamente

O técnico Dorival Júnior indicou alguns caminhos na sua primeira entrevista na seleção brasileira.

Dorival não promete um time super ofensivo. Ele quer uma equipe equilibrada, onde todos tenham função defensiva.

O técnico não se apega a esquemas e frisa que sempre se adaptou ao elenco que recebeu. Agora, ele poderá montar sua seleção.

A ideia é montar um jeito de jogar onde os principais atletas se sintam confortáveis. Todos, porém, precisarão se preocupar em marcar.

Outra previsão é dirigir uma seleção mesclada entre jogadores jovens e experientes. Dorival acredita que essa é a melhor forma de deixar um time competitivo.

"Nunca cheguei com sistema pré-estabelecido. Nunca faço isso. Procuro identificar o que tenho em mãos e, a partir daí, poder definir o sistema que posso empregar. Números são relativos, não me apego a números, a 3-5-2, a 4-3-3, isso é balela. Temos de defender com o maior número possível e atacar da mesma forma. O equilíbrio, para mim, é fundamental. Acho que esse feijão com arroz tem o tempero de cada estado", disse o técnico.

Dorival deu outros dois recados: a seleção precisa de jogadores comprometidos e inteligentes taticamente. Não é só a técnica que contará.

O treinador deu o exemplo de Zagallo para pedir vontade a cada treino e jogo. "Os atletas precisam sentir um pouco mais a camisa da seleção", disse.

Nesse primeiro momento, o técnico pode ocorrer a caras "ponta firme", que já tenham trabalhado com ele e sejam confiáveis.

"Vou errar, de repente não convocando aqueles que um ou outro imaginem que seja o ideal, mas vou tentar trazer aqueles que estão em melhores condições. Em alguns momentos, uma possibilidade tática, um jogador que tenho muita confiança e estou repetindo, mesmo que não esteja em grande momento. O principal é que se adaptem rapidamente e integrem uma condição para que possamos achar um caminho", afirmou Dorival.

Dorival Júnior fez um discurso calmo e pediu ajuda. Ele ressaltou o sonho de comandar a seleção brasileira.

Dorival citou Felipão, Mano Menezes, Tite e Fernando Diniz. Ele se se disse aberto a receber conselhos de quem tem ou não experiência na CBF.

Outro pedido foi por um voto de confiança do torcedor: "Que eles possam viver um pouco mais a seleção".

O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, entende que Dorival é o nome ideal neste momento de turbulência na CBF: um profissional de boa aceitação pública e que foge de polêmicas.

Respaldo
Dorival está disposto a ajudar a CBF, mas não vai deixar de cobrar paz para trabalhar. O presidente Ednaldo Rodrigues retornou à presidência, mas segue ameaçado.

De forma sutil, o técnico tornou público o pedido de liberdade à CBF para montar sua equipe e tomar decisões no dia a dia. Dorival quer ter atuação frequente na confederação.

O novo comandante irá analisar a comissão fixa e trazer outros profissionais, como o filho e auxiliar Lucas Silvestre e o preparador físico Celso Rezende.

Outra pendência é o diretor. Com a recusa de Filipe Luís, Ednaldo Rodrigues e Dorival Júnior ainda não chegaram a um consenso.

"Com relação à comissão, venho conversando com o presidente. É um momento que preciso ter ao meu lado pessoas que também confiei e já trabalhei. Algumas funções serão necessárias, dentro da liberdade que ele me deu de escolha de alguns elementos. Não que os que aqui estão não sejam bons profissionais. Não é isso. É que eu preciso ter pessoas ao meu lado com quem já tive momentos positivos e negativos. Apenas isso. Em algumas situações precisaremos intervir e o presidente me deu liberdade", afirmou o técnico.