EM RIFAINA

Pecurista investigado por feminicídio é encontrado morto

da Folhapress
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Reprodução de internet
João Roberto Bolelli foi encontrado nesta segunda-feira (2) em uma área de mata dentro da fazenda em que ele residia às margens da rodovia Cândido Portinari, em Rifaina
João Roberto Bolelli foi encontrado nesta segunda-feira (2) em uma área de mata dentro da fazenda em que ele residia às margens da rodovia Cândido Portinari, em Rifaina

O corpo do pecuarista João Roberto Bolelli, 62, foi encontrado nesta segunda-feira (2) em uma área de mata dentro da fazenda em que ele residia às margens da rodovia Cândido Portinari, em Rifaina (390 km a norte de São Paulo, na divisa com Minas Gerais).

Bolelli é investigado pelo feminicídio da namorada, Priscila Lacerda Custódio, 24, ocorrido na terça-feira (27), no interior da propriedade.

Segundo a Polícia Militar, o neto do pecuarista acionou a corporação e avisou sobre o corpo do avô, que estava em avançado estado de decomposição. A perícia foi chamada para confirmar a identidade.

Inicialmente a ocorrência foi tratada como suicídio, uma vez que familiares relataram que o pecuarista havia mencionado a possibilidade anteriormente.

O homem, no entanto, também fazia uso de medicamentos, e pode ter deixado de tomá-los, segundo os policiais. Por ora, o caso é tratado como morte suspeita. O registro da ocorrência deve ser realizado na Central de Polícia Judiciária de Franca.

Priscila foi baleada na presença de um irmão dela. Eles haviam deixado Perdizes (MG), onde moravam, para devolver uma caminhonete Toyota Hilux pertencente a Bolelli.

Em depoimento à polícia, o irmão da vítima disse ter presenciado quando Priscila disee para Bolelli que queria ir embora e que não tinha mais intenção de continuar o relacionamento.

Em seguida, o pecuarista exigiu a devolução de um aparelho celular dado a Priscila, de acordo com o relato do irmão. Ela então respondeu que devolveria o telefone, desde que recebesse novamente o dela. Foi quando Bolelli sacou uma arma e atirou contra Priscila, segundo o depoimento.

O pecuarista teria apontado a arma para o irmão da vítima, que correu para se proteger. Depois, entrou na caminhonete e fugiu.

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