O genro de João Roberto Bolelli, de 62 anos, foi quem encontrou o pecuarista morto na manhã desta segunda-feira, 2, em uma área de mata próxima à fazenda onde ele morava, em Rifaina.
De acordo com autoridades, o genro saiu à procura de Bolelli após sentir um mau-cheiro e encontrou o corpo em meio à mata, em uma região de morro, na própria propriedade rural.
As primeiras informações indicam que a morte pode ter ocorrido no mesmo dia em que o pecuarista matou a ex-namorada. A causa e as circunstâncias ainda não foram esclarecidas.
A Polícia Militar, a Polícia Civil, a Perícia da Polícia Científica e uma equipe funerária estão no local. A área foi isolada para os trabalhos periciais.
A propriedade fica nas proximidades de onde, na semana passada, a caminhonete Toyota Hilux utilizada pelo pecuarista teria sido encontrada abandonada.
Suspeito de feminicídio
Bolelli era procurado pela polícia desde a noite de terça-feira, 27, quando Priscila Lacerda Custódio, de 24 anos, foi morta a tiros às margens da Rodovia Cândido Portinari (SP-334), em Rifaina. A Justiça decretou a prisão preventiva do pecuarista na quarta-feira, 28, após pedido da Polícia Civil.
O caso era investigado como feminicídio. Natural de Perdizes (MG), Priscila foi até Rifaina acompanhada do irmão e de uma amiga para devolver uma caminhonete ao investigado. Durante um desentendimento, a jovem foi atingida por disparos de arma de fogo. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
A morte de Bolelli e as circunstâncias em que o corpo foi encontrado serão apuradas pela perícia e pela Polícia Civil.