CALAMIDADE

'Não errei por negligência, omissão ou negacionismo', diz Leite

Governador critica a polarização política, que, segundo ele, acaba prejudicando o processo de buscar soluções para os problemas das enchentes no estado

21/05/2024 | Tempo de leitura: 2 min
da Folhapress

Mauricio Tonetto / Secom

Eduardo Leite (PSDB), durante entrevista na noite desta segunda-feira (20) ao programa 'Roda Viva', da TV Cultura
Eduardo Leite (PSDB), durante entrevista na noite desta segunda-feira (20) ao programa 'Roda Viva', da TV Cultura

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), concedeu entrevista na noite desta segunda-feira (20) ao programa "Roda Viva", da TV Cultura, e repetiu várias vezes que é a favor da ciência e não errou por negligência, omissão ou negacionismo na questão climática no estado.

Assim como deixou claro na entrevista à Folha de S.Paulo, ele fez questão de enfatizar esse ponto novamente para se defender das críticas sobre as mudanças em cerca de 480 normas ambientais sancionadas por ele em 2020, após assumir o governo. E também sobre a declaração que deu à Folha de S.Paulo de que "estudos alertaram, mas governo também vive outras agendas".

"Não erramos pela negligência, não erramos pela omissão e não erramos pelo negacionismo. Esse governo respeita as questões ambientais e a gente teve de procurar, diante de todas as pautas que estão na nossa mesa, entre elas inserido cada vez mais forte o tema ambiental, para a gente ter resiliência. Até para resistirmos como raça humana", falou.

Leite também criticou a polarização política, que, segundo ele, acaba prejudicando o processo de buscar soluções para os problemas das enchentes no estado. "O que me incomoda muito na política é a polarização, é que antes de procurar soluções, se procuram culpados. Podem se procurar responsabilidades, mas minha tarefa como governante é procurar as soluções."

Ele negou pregar o adiamento das eleições municipais. "Não trouxe essa ideia, não defendo, não estou trabalhando sobre ela, não estou discutindo essa ideia nesse momento", disse. O governador admitiu, no entanto, que existem argumentos para discutir a possibilidade e que será um desafio realizar as eleições no contexto em que está o Rio Grande do Sul. Mas considera o debate precipitado e afirmou que, se ocorrer, a discussão sobre adiamento não será liderada pelo governo estadual.

Para defender os gastos do seu governo nas questões ambientais, o governador elencou que aumentou o efetivo do Corpo de Bombeiros, que está atuando nas enchentes. "Também compramos um helicóptero que salvou vidas e está levando alimentos para os desabrigados. Compramos novas embarcações e os jet skis que estavam lá sendo usados para salvar as pessoas e animais."

Eduardo Leite também revelou a compra de um radar meteorológico para ser usado em uma região do estado que não possui o serviço, o que ajudaria na previsão e combate a novas tragédias.

"Tem uma zona do estado que não temos dados mais precisos porque falta um radar com precisão para ter a apuração dos dados meteorológicos daquela região. Contratamos esse serviço. O radar que compramos vem da República Tcheca para ser instalado em Montenegro ou São Jerônimo, para fazer a cobertura da região metropolitana de Porto Alegre e vale do Javari", disse o governador.

2 COMENTÁRIOS

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  • GG
    21/05/2024
    É rapaz... explica mas não justifica!
  • Tati
    21/05/2024
    Será?! A tragédia foi anunciada e eles aboliram a pauta que cuidava do meio ambiente. Então foi o quê?! Só o que convinha naquele momento, né?! Mas o preço vem! Como vem!