'DILÚVIO MORAL'

Preso grupo suspeito de fraudar Pix para vítimas de enchentes

Por meio dos perfis falsos, os criminosos iniciaram campanhas para recebimento de doações, divulgando chaves de pessoas físicas para o recebimento dos valores

Por Francisco Lima Neto | 3 dias atrás | Tempo de leitura: 1 min
da Folhapress

Divulgação/Polícia Civil de SP

Homem preso durante a operação
Homem preso durante a operação

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu um casal em Santo André, no ABC, nesta quarta-feira (15), suspeitos de simular contas oficiais do governo gaúcho para receber doações via Pix que seriam destinadas às vítimas das enchentes no estado. Por meio dos perfis falsos, os criminosos iniciaram campanhas para recebimento de doações, divulgando chaves Pix de pessoas físicas para o recebimento dos valores.

"O grupo paulista conseguiu aplicar o golpe em um número relevante de pessoas, que acreditavam estarem contribuindo para a campanha de reestruturação do estado gaúcho", afirmou governo. Foram expedidos três mandados de prisão preventiva e outros três de busca e apreensão contra os suspeitos. Além do casal preso, a polícia procura um homem e um adolescente de 17 anos acusados de participarem do crime.

Os suspeitos, segundo a polícia gaúcha, já respondem por crimes como roubo, porte ilegal de arma de fogo, furto e tráfico de entorpecentes. A investigação segue buscando novos integrantes do grupo. A operação, batizada de Dilúvio Moral, foi realizada pelos agentes do Rio Grande do Sul e contou com apoio dos policiais do GRT (Grupo de Responsabilidade Tática) do Demacro (Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo).

Força-tarefa
Até o momento, segundo o governo gaúcho, são mais de 50 casos analisados pelo grupo, sendo que mais de 70% foram concluídos. Outros já têm com inquéritos policiais instaurados e aguardam diligências investigativas a fim de responsabilizar os identificados.

"Entre os casos analisados preliminarmente, já foram retiradas 15 páginas criminosas do ar, criadas com o objetivo de induzir a erro a população em geral. Destas, ao menos cinco contas bancárias foram bloqueadas, impedindo um enriquecimento ilícito de dezenas de milhares de reais", afirma.

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