TECNOLOGIA

Google usará IA para bloquear celulares roubados automaticamente

O Google disse que usará inteligência artificial para detectar o momento em que um smartphone Android for roubado e bloquear a tela em poucos instantes.

4 dias atrás | Tempo de leitura: 3 min
da Folhapress

Pixabay

O recurso será lançado ainda este ano para dispositivos com sistema operacional Android mais recente
O recurso será lançado ainda este ano para dispositivos com sistema operacional Android mais recente

O Google disse que usará inteligência artificial para detectar o momento em que um smartphone Android for roubado e bloquear a tela em poucos instantes, à medida que grupos de tecnologia tentam propor soluções para proteger dados sensíveis em resposta aos relatos de aumento de roubos de celulares.

O gigante do Vale do Silício anunciou nesta quarta-feira (15) seu novo "bloqueio de prevenção de roubo", alimentado por sua IA, que será ativado se o dispositivo detectar "um movimento comum associado ao roubo" -como se um ladrão pegasse um telefone da mão do proprietário e tentasse correr, andar de bicicleta ou dirigir com ele.

A medida faz parte dos esforços do Google para reduzir roubos de telefones com objetivo de lucrar com informações financeiras sensíveis e dados pessoais armazenados nos dispositivos móveis, além do valor do aparelho físico.

O recurso será lançado ainda este ano para dispositivos com sistema operacional Android mais recente.

Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado em julho, o Brasil registrou um crescimento de 16,6% de furtos e roubos de telefones celulares no período de um ano, saindo de 853 mil casos em 2022 para 999,2 mil ocorrências no ano passado.

A média é de 114 celulares roubados por hora no país, cerca de dois a cada minuto. Os estados da Bahia e do Rio de Janeiro puxaram a alta nesse tipo de crime. Na cidade de São Paulo, os roubos se concentram na região central, como mostra mapa interativo da Folha de S.Paulo.

Em janeiro, a Apple lançou um recurso aos iPhones para dificultar que mesmo ladrões que têm o código de desbloqueio de um celular roubado acessem senhas salvas, façam operações financeiras por meio de aplicativos e restaurem os padrões de fábrica para vender os aparelhos.

Esse modo, que pode ser ativado nos ajustes do aparelho, impõe camadas de autenticação adicionais quando o iPhone está longe de locais conhecidos, como casa ou trabalho. A ferramenta, chamada de "Proteção de dispositivo roubado", apareceu pela primeira vez em versão de testes de 12 de dezembro.

A novidade está disponível desde a atualização dos aparelhos para a versão do iOS 17.3, que estreou no mundo em 23 de janeiro. O novo sistema operacional está disponível para iPhone XR e modelos posteriores.

As últimas atualizações do Google para o Android também incluem camadas adicionais de segurança antes de permitir que os usuários alterem configurações sensíveis, redefinam um dispositivo para as configurações de fábrica e desativem o rastreamento de localização.

A empresa disse que exigir credenciais (como senhas e biometria) do dispositivo ou da conta do Google para redefinir um celular para as configurações de fábrica tornaria um telefone roubado "insubstituível" e afastaria os criminosos.

As novas medidas também incluem uma área protegida por senha própria designada para oferecer proteção adicional para aplicativos que contenham dados pessoais sensíveis. Já é possível para os proprietários de Android usar serviços de terceiros para bloquear aplicativos individuais com uma senha.

O Google também usará sua inteligência artificial Gemini para detectar padrões associados a ligações fraudulentas e alertar o dono do smartphone sobre o risco de golpe.

O usuário, segundo apresentação da empresa feita na terça (14), receberá um alerta caso alguém se passando por representante de banco solicite transferências com urgência, pagamento com cartão ou informações pessoais, como senhas. São solicitações que um banco não faz por telefone.

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