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Pedro Cardoso causa polêmica ao comparar Tracy Chapman e Beyoncé: 'Apaga que dá tempo'

'Desconfio que o maior sucesso comercial das 'Beyoncé' frente as 'Chapman' se deve àquelas que vendem, além de sua arte, também a sua vida pessoal', disse ele.

02/01/2024 | Tempo de leitura: 2 min
da Folhapress

Reprodução/@pedrocardosoeumesmo/Instagram

Cardoso também reclamou do que chamou de 'mais consumo de biografia espetacularizada de artistas do que de arte'.
Cardoso também reclamou do que chamou de 'mais consumo de biografia espetacularizada de artistas do que de arte'.

Pedro Cardoso iniciou 2024 causando polêmica. O ator, conhecido por viver Agostinho em "A Grande Família" (2001-2014), comparou as artistas Tracy Chapman, ícone do folk e blues, e Beyoncé, uma das maiores cantoras do mundo, e sugeriu que a segunda só teria mais espaço na imprensa e fama do que a primeira por "vender sua vida pessoal".

Em longo texto, ele explicou seu ponto de vista. "Mais me toca a arte de Trace Chapman do que a de Beyoncé. Mas a minha questão aqui é a razão de a Beyoncé ser mais consumida do que Tracy. E desconfio que o maior sucesso comercial das 'Beyoncé' frente as 'Chapman' se deve àquelas que vendem, além de sua arte, também a sua vida pessoal", disse ele.

Cardoso também reclamou do que chamou de "mais consumo de biografia espetacularizada de artistas do que de arte". "Os jornais noticiam como fatos da cultura os namoros, os negócios, os treinos, os crimes e, principalmente, a vida sexual dos ditos 'famosos'. Quase nada dizem sobre a arte deles", emendou.

A postagem de Pedro no Instagram rendeu muitos comentários negativos, sobretudo de fãs da cantora pop. "Pedro, dá tempo de apagar. Porque você está falando de uma das artistas mais reservadas do mundo, com menos polêmicas. Achei de péssimo tom um cara branco colocar duas mulheres pretas nessa posição comparativa", opinou um seguidor.

Em resposta particular a essa opinião, Cardoso escreveu que "não é branco" e rebateu o seguidor. "Quem é um 'cara branco' aqui? Eu? Não sou branco nem cara. O que é ser branco? É a cor da pele ou a ideologia? Para mim, sobre o que falo, o fenótipo do exemplo, é irrelevante. Poderia ser Marisa Monte e Luiza Sonza ou Rita Lee e Madonna. A obsessão sua com a questão tão relevante dos ecos da escravidão no presente é sua", escreveu.

O texto continuou mexendo com a internet. "Dizer que discrição e silêncio são boas características quando se trata de uma artista negra é sintomático também. Branco gosta de preto discreto. Comparar obras também me parece algo pequeno, mas o que mais chama a atenção é como é fácil para quem sempre teve o poder da palavra formar opinião baseada em achismo", escreveu outra seguidora.

Houve também quem não tenha se importado. "Vocês estão se esquentando com a opinião de Pedro Cardoso sobre Beyoncé? 2 de janeiro, amigas, dê a importância que isso tem: nenhuma".

Pelo Twitter, o clima também não ficou favorável para Cardoso. O nome dele figurava na quinta colocação dentre os temas mais falados na tarde desta terça-feira (2).

1 COMENTÁRIOS

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  • JARBAS ANTONIO PESSONI
    03/01/2024
    Olá. No ponto de vista que ele usa para explicar seu pensamento, ele não está errado. Só não vê quem não quer. Basta abrir os noticiarios. Só noticiam vida de artista, violência etc... Concordo com o raciocínio de Pedro Cardoso.