10 de julho de 2026

'Ano da pandemia' acaba, mas 2021 pode trazer piora e aumento no número de casos


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O período atual é o de maior atenção quanto à prevenção da disseminação do coronavírus, pois, além da quantidade crescente de casos neste final de ano em Jundiaí, festas são potenciais focos de contaminação.

O gestor da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), Tiago Texera, afirma que o cuidado não pode parar, lembrando que em apenas 15 dias após a contaminação, o reflexo vem à tona.

"Ainda é prematuro falar do Natal porque o impacto se dá após 15 dias, então ainda não é possível falar sobre as consequências do feriado. Todas as pessoas que não seguiram as normas sanitárias têm o risco da contaminação. O número de atendimentos referentes a síndrome gripal é de cerca de 2,5 mil por semana em Jundiaí. Só na segunda, dia 28, que foi a volta do feriado, as Unidades Sentinelas atenderam 603 pessoas, então é provável que a média semanal continue", explica o gestor.

O resultado do período, que deve aparecer em janeiro, pode ser trágico a depender da quantidade de pessoas que foram expostas. "Esses feriados terão impacto na primeira e segunda semanas de janeiro. A previsão é que em janeiro e fevereiro haja o pico da doença. Estamos em uma semana-chave para achatar a curva de contaminação", alerta ele.

PLANEJAMENTO

Segundo o boletim epidemiológico divulgado desta quarta (30), a quantidade de leitos utilizados na rede pública de saúde subiu cerca de 10% em comparação ao dia anterior (29). Dos 95 leitos públicos disponíveis para o tratamento da doença, 57 estão em uso. Na rede privada, há 73% de uso geral dos leitos de UTI e enfermaria.

Texera já afirmou anteriormente que não é descartada a opção de compra de leitos particulares caso a rede pública sature. E, mesmo com a alta ocupação da rede privada, o gestor diz que há planejamento para alocação de pacientes. "Como não sabemos como vai se dar o avanço, pensando no pior cenário, quer dizer, que janeiro seja o pior mês da pandemia até agora, a rede privada consegue se organizar. Geralmente, a rede privada tem empresas grandes e pode, caso sature a oferta de leitos, encaminhar pacientes para outra região. Isso aconteceu na primeira onda", diz ele sobre a possibilidade da lotação de todo o sistema de saúde.

Até a conclusão da vacinação de toda a população, que deve começar em 25 de janeiro em Jundiaí, imunizando 76 mil pessoas, idosas e da área da saúde, até 22 de março, esta nova onda precisa ser contida. "A chamada primeira onda começou em março e o pico ocorreu em junho. Agora temos um avanço três vezes mais veloz. Se a gente não conseguir segurar a velocidade da pandemia, corremos o risco de janeiro e fevereiro ter índices piores do que os que tivemos em junho, julho e agosto."

Para o final deste ano de combate à pandemia em Jundiaí, Texera reitera o alerta de prevenção à doença que depende de cada um e agradece aos profissionais da saúde, que trabalharam para salvar vidas. "Não atendimento, não faltou teste e não faltou leito em Jundiaí."