10 de julho de 2026

Candidatos ao governo de SP entregam planos e promessas


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Os planos de governo dos candidatos a governador de São Paulo mais bem colocados nas últimas pesquisas de intenção de voto têm pontos em comum, como o desenvolvimento sustentável e a revisão dos gastos públicos. Mas cada um tem um foco diferente de governo.

FERNANDO HADDAD (PT)

O documento do petista enaltece ações do ex-presidente Lula (PT) em seus dois mandatos no governo federal e de Haddad na Prefeitura de São Paulo e no Ministério da Educação, como Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e a consolidação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O plano é dividido em sete eixos: combate à fome e à miséria, cuidado da vida, inovação, educação e cultura, respeito e igualdade de direitos, gestão inovadora e aumento da qualidade de vida. A carta de intenções traz propostas mais voltadas à esquerda e na contramão de seus adversários, como reforma agrária, demarcação de terras indígenas, cotas e combate a abusos da polícia.

Haddad propõe valorização da carreira policial, com promessa de aumento salarial a agentes e mais contratações, e a manutenção das câmeras acopladas aos uniformes dos PMs. Também sugere o fortalecimento da ouvidoria das forças policiais, para diminuir a letalidade das abordagens, especialmente da população negra.

Em outras áreas, sugere o fortalecimento do sistema de educação e a melhor estruturação do sistema de saúde, com investimentos em especialidades.

Na carta, também são abordados temas como reforma psiquiátrica, violência contra as mulheres, cultura, esporte, habitação, desenvolvimento sustentável e criação de empregos.

Para a saúde, Haddad sugere melhor estruturação do fluxo de atendimento, focando o envelhecimento da população e a preparação para combater novas epidemias. Também propõe a entrada do estado no cofinanciamento do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), o aumento de investimentos em hospitais públicos e em ambulatórios de especialidades.

TARCÍSIO DE FREITAS

(REPUBLICANOS)

O candidato fez do desenvolvimento o mantra do programa de governo que apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 43 páginas, estabelece três diretrizes para o estado: desenvolvimento social, desenvolvimento urbano e meio ambiente e desenvolvimento econômico e inovação.

Tarcísio promete manter a expansão do ensino integral e aumentar a interação entre as unidades de ensino fundamental e médio com a comunidade local e universidades.

Para as mulheres, as propostas envolvem cuidados durante a gestação, o incentivo ao empreendedorismo feminino e ações de segurança contra agressores, sem muitos detalhes de cada uma das propostas.

No eixo de desenvolvimento social, promete melhorar o ambiente e a saúde mental dos profissionais que atuam em escolas, além de adaptar a infraestrutura educacional para inserir pessoas com deficiência.

Na saúde, quer aumentar a eficiência do sistema estadual para melhorar os atendimentos em processos de média e alta complexidade e incentivar a indústria do setor para, de acordo com o documento, fazer do estado um "polo de produção nacional e internacional de dispositivos médicos".

Na segurança, o candidato promete reformular o sistema prisional, investir na Fundação Casa, estabelecer maior cooperação com Brasília, aumentar o efetivo e valorizar a carreira. Uma das propostas é a revisão do uso de câmeras acopladas aos uniformes da Polícia Militar.

Já no eixo de desenvolvimento urbano e meio ambiente, Tarcísio traz a infraestrutura e a mobilidade urbana como temas, além da habitação e da regularização fundiária. Também destaca a revitalização do centro da cidade de São Paulo e políticas para os recursos hídricos e o saneamento básico.

Por fim, há o eixo do desenvolvimento econômico e inovação no plano, que trata de cultura, esporte, turismo, governo digital, empreendedorismo, agronegócio e política fiscal. Ele propõe uma reforma administrativa, que tornaria independente a controladoria do estado.

RODRIGO GARCIA (PSDB)

O candidato à reeleição destaca o desenvolvimento sustentável e a revisão permanente dos gastos públicos em seu programa de governo. Em 46 páginas, defende a manutenção de concessões e parcerias com organizações sociais e foca a abordagem ESG (ambiental, social e corporativa) como uma vantagem de uma eventual nova gestão.

As propostas dirigidas a minorias não oferecem detalhes. Em relação às mulheres, o tucano sugere ampliar o atendimento nos Centros de Integração da Cidadania. Para a população LGBTQIA , propõe um programa de incentivo a empregos.

No setor de desenvolvimento econômico, o atual governador sugere três eixos de atuação: social, a fim de "prover igualdade de oportunidades, inclusão produtiva e empregabilidade dos mais vulneráveis", econômico, para explorar o potencial agropecuário e de inovação do estado, e ambiental, estabelecendo a necessidade de "lidar com as consequências das mudanças climáticas".

Para a saúde, propõe investimentos na modernização de hospitais e apoio financeiro às Santas Casas, além da construção de novos centros médicos e de Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) e da criação de um programa de apoio aos municípios no setor psicossocial.

Na segurança pública, prevê a priorização da polícia no campo, a contratação de mais policiais e o incremento a ações de apreensão de armas ilegais. (Folhapress)