02 de novembro de 2026
'SAIU PELA CULATRA'!

Mulher chama a PM, arma um quiproquó danado e acaba presa

Por Fábio Estevam | Polícia
| Tempo de leitura: 2 min
JORNAL DE JUNDIAÍ
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Uma mulher de 52 anos foi presa por embriaguez ao volante e resistência à prisão, na tarde deste domingo (1º), em um condomínio no bairro Corrupira, em Jundiaí. A ocorrência começou depois que ela acionou a Polícia Militar para denunciar a própria filha, mas acabou protagonizando um verdadeiro quiproquó na presença dos policiais; no final, 'o tiro saiu pela culatra' e ela acabou presa.

A PM recebeu um chamado de uma mulher que alegava estar sendo vítima de violência doméstica. Ao chegar ao local, a equipe se deparou com um acidente de trânsito dentro do condomínio e encontrou a solicitante visivelmente embriagada.

Quando começou a apresentar sua versão dos fatos, a mulher teve dificuldade para explicar o que havia acontecido. Com a ajuda dos depoimentos de outras pessoas, os policiais conseguiram esclarecer a situação.

Segundo os relatos, ela havia ingerido bebida alcoólica e tentado sair com o carro. Durante uma manobra, acabou atingindo o veículo de outro morador.

Revoltada, passou a responsabilizar a própria filha pelo ocorrido, em razão de uma discussão que as duas haviam tido momentos antes.

Durante o desentendimento, o marido tentou intervir, mas a mulher teria se armado com uma faca. Marido e filha conseguiu desarmá-la. Na sequência, ela acionou a Polícia Militar, alegando ter sido vítima de violência doméstica.

Ao perceber que os policiais haviam identificado contradições em sua versão, a mulher passou a apresentar comportamento agressivo, investindo contra os PMs e tentando agredi-los. Também voltou a ofender os familiares e, em seguida, começou a dizer que queria morrer. Em meio à confusão, ainda se desentendeu com o proprietário do veículo que havia atingido.

Ela foi conduzida à delegacia, onde os policiais decidiram não representar criminalmente pelas ofensas e pela tentativa de agressão. Os familiares também optaram por não formalizar denúncia em relação ao episódio envolvendo a faca. Essas decisões acabaram evitando outras possíveis implicações criminais para a mulher.

Por outro lado, ela se recusou a realizar o teste do bafômetro. Um médico foi acionado e constatou o estado de embriaguez. A acusação de resistência à prisão também foi mantida.

Diante das circunstâncias, o delegado plantonista determinou a prisão em flagrante da mulher.