O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que é necessário respeitar o resultado das urnas e seguir em frente após a eleição presidencial. A declaração foi dada em entrevista ao jornal Estadão, após o senador Flávio Bolsonaro divulgar uma carta na qual se apresentou inicialmente como o “verdadeiro presidente eleito” do Brasil.
Na entrevista, Tarcísio disse compreender a indignação de Flávio e de parte da população, mas defendeu que o momento exige olhar para o futuro e respeitar o processo democrático.
“A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, declarou o governador ao Estadão.
A carta divulgada por Flávio Bolsonaro foi enviada pelo blogueiro Paulo Figueiredo e direcionada à população brasileira e à comunidade internacional. No texto original, o senador afirmou ser o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Em uma versão editada posteriormente, substituiu a expressão por “líder” do Brasil.
No manifesto, Flávio também agradeceu ao presidente da Argentina, Javier Milei, e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionando o apoio recebido no exterior.
Ainda na entrevista, Tarcísio afirmou que o cenário político exige responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição capaz de exercer seu papel dentro das instituições democráticas.
“O momento exige responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição forte, capaz de exercer seu papel. É assim, respeitando o processo democrático e trabalhando dentro das instituições, que vamos fortalecer o sistema de freios e contrapesos que sustenta a nossa democracia”, afirmou.
Na terça-feira (27), o governador já havia publicado um vídeo no qual reconheceu o resultado da eleição presidencial, sem mencionar diretamente o nome do presidente eleito. Na gravação, defendeu a atuação de uma “oposição vigilante” ao próximo governo.
As declarações ocorrem em meio à repercussão do manifesto de Flávio Bolsonaro e às discussões sobre os rumos da oposição política no país.