30 de setembro de 2026
SÉRIE JJ

Inclusão: o que candidatos propõem para crianças neurodivergentes

Por Diná de Melo | Jornal de Jundiaí
| Tempo de leitura: 4 min
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A inclusão de crianças neurodivergentes nas redes públicas de saúde e educação é o tema da penúltima pergunta da série do Jornal de Jundiaí com candidatos da Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ). A proposta é saber quais medidas os candidatos defendem para ampliar o atendimento especializado, garantir acompanhamento adequado e fortalecer a inclusão no ambiente escolar.

A questão também aborda a necessidade de integração entre saúde e educação, capacitação dos profissionais e suporte às famílias. Com demandas que envolvem diagnóstico, terapias, acompanhamento pedagógico e adaptações no ensino, a articulação entre os serviços públicos é um dos principais desafios para assegurar atendimento adequado às crianças. Vale lembrar que todos os candidatos da RMJ receberam a mesma pergunta, mas nem todos responderam

PERGUNTA 19 - Como o senhor planeja ampliar o apoio para a inclusão de crianças neurodivergentes na rede de saúde e ensino municipal?

RESPOSTAS DOS CANDIDATOS

CRISTIANO LOPES

Como deputado federal, vou buscar recursos e apoiar políticas para ampliar o atendimento especializado na saúde e fortalecer a inclusão na rede municipal de ensino, com formação de professores, tecnologia e estrutura adequada. Também vou defender a integração entre saúde, educação e famílias, para garantir acompanhamento e mais oportunidades às crianças neurodivergentes.

JOÃO PAULO

Como deputado estadual, vou destinar emendas para ampliar equipes multiprofissionais, salas de recursos e tecnologia assistiva; defender formação continuada para professores e profissionais da saúde; e cobrar do Estado protocolos integrados entre Saúde, Educação e Assistência Social, garantindo diagnóstico, acompanhamento e apoio permanente às crianças e suas famílias.

ELLEN MARTINELLI

Garantir a inclusão de verdade é cuidar das crianças e também de quem cuida. A Região Metropolitana de Jundiaí precisa de recursos para fortalecer entidades, ampliar terapias, diagnóstico e atendimento especializado. Quero levar para Brasília a experiência do Clube de Mães Atípicas e defender políticas públicas que deem suporte às famílias e garantam mais autonomia e dignidade.

FERNANDO PASQUALINO

A inclusão de crianças neurodivergentes é urgente e não pode esperar. Como deputado federal, vou destinar emendas para diagnósticos, equipes especializadas e centros educacionais especializados na nossa região; articular recursos do SUS e MEC; propor leis que garantam direitos e financiamento nacional; fiscalizar se o dinheiro federal chega de fato nas escolas e postos. Município executa, mas Brasília financia. Vou brigar para que nossa região tenha acesso real a esses programas.

DR. CABOCLO

O Projeto Caboclo para Neurodivergência começa pelo cuidado precoce, com testes nas UBS e creches. Queremos levar fono, terapeuta ocupacional e psicólogo para perto de casa, reduzindo filas. Nas escolas, turmas de até 20 alunos, com até 2 neurodivergentes, plano individual e um “cantinho calmo”: um espaço dentro da sala para a criança se reorganizar quando estiver sobrecarregada pelos estímulos, sem ser isolada. Professores preparados e famílias orientadas completam essa rede de cuidado.

PADRE SILVIO ANDREI

A inclusão precisa acontecer de verdade, tanto na escola quanto na saúde. Defendo ampliar o atendimento multiprofissional, agilizar o acesso ao diagnóstico e acompanhamento e fortalecer a integração entre saúde, educação e assistência social. Na rede de ensino, é fundamental capacitar os profissionais, ampliar o atendimento especializado e garantir suporte individualizado às crianças que necessitam. Nosso compromisso deve ser também com as famílias, para que nenhuma delas precise enfrentar sozinha uma longa batalha em busca de atendimento e inclusão para seus filhos.

LUIZ FERNANDO MACHADO

A política para as neurodivergências deve ser construída com a participação das famílias. Vou defender o fim da renovação periódica de laudos para condições permanentes, reduzindo uma burocracia que dificulta seu dia a dia. Em Jundiaí, fortalecemos o atendimento multidisciplinar a alunos com TEA. No Congresso, vou buscar recursos para diagnóstico precoce, terapias pelo SUS e formação de professores.

EDICARLOS VIEIRA

Educação inclusiva é direito e precisa funcionar na prática. Meu compromisso é destinar 25% das emendas parlamentares para ações de educação inclusiva e viabilizar recursos para ampliar a presença de profissionais qualificados nas escolas, com a meta de 70 profissionais de apoio por ano. E tudo será divulgado com transparência para a população acompanhar e cobrar.

DANILO JOAN

Em Cajamar, criamos o CAEE, com atendimento especializado e equipe multidisciplinar, além de profissionais de apoio nas escolas. Quero ampliar esse modelo, integrando Saúde e Educação, fortalecendo o atendimento individualizado, a capacitação dos educadores e o acolhimento às famílias. Inclusão se faz com estrutura, profissionais e cuidado.

ANTONIO CARLOS ALBINO

Como deputado federal, vou ampliar uma luta que já iniciei como vereador, buscando emendas e recursos para fortalecer o atendimento às crianças neurodivergentes. Quero trazer ainda mais investimentos para diagnóstico, terapias, capacitação de profissionais, apoio às famílias e inclusão nas escolas. No Congresso, vou trabalhar para transformar recursos em atendimento, oportunidades e respeito a cada criança da RMJ.

FAOUAZA TAHA

Como deputado estadual, é possível trabalhar por mais recursos estaduais destinados às entidades e aos setores públicos que já atuam como referência na nossa Região. Defendo também a implantação de um programa regional de diagnóstico e acompanhamento, com redução de filas para avaliações, sobretudo com seriedade para laudos, evitando diagnósticos equivocados. Sabemos o quanto as famílias precisam de suporte e de atendimentos seguros e qualificados. Portanto, é preciso investir também na formação e reconhecimento dos bons profissionais especializados.