A Polícia Civil de São Paulo realiza nesta quarta-feira (23) uma operação contra um grupo criminoso investigado por estelionato digital por meio do golpe do “falso leilão”. Em ação integrada com a Polícia Civil do Ceará, os policiais cumprem 24 mandados de busca e apreensão e sete de prisão expedidos pela Justiça.
Em São Paulo, equipes do Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra), do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), cumprem os mandados de busca e apreensão e de prisão na zona Leste da Capital. Diligências também são realizadas nas cidades de Cajamar e Rio Grande da Serra, na Região Metropolitana, e em Campinas, no interior.
O delegado Tom Blumer, do Garra, está coordenando a ação no estado paulista e destacou a importância da integração interestadual entre as polícias para combater a atuação da criminalidade organizada. “Essa é mais uma operação que mostra que não há fronteira para a Polícia Civil quando o assunto é reprimir crimes que afetam a população”, afirmou.
A Polícia Civil do Ceará identificou 18 vítimas do esquema criminoso. A investigação apontou ainda 13 sites mantidos pela quadrilha que simulavam leilões oficiais nos estados do Ceará, Bahia, Paraná, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina. Esse esquema permitiu que os envolvidos movimentassem mais de R$ 2,6 milhões.
Os investigados criavam esses sites e anúncios falsos com aparência profissional para simular leilões oficiais de veículos e outros bens de alto valor. Com ofertas muito abaixo do preço de mercado, os criminosos atraíam as vítimas, que eram induzidas a fazer pagamentos e transferências via Pix para contas ligadas ao esquema. O golpe só era descoberto quando o bem nunca era entregue e o suposto leilão desaparecia da internet.
A investigação mira toda a estrutura da quadrilha, desde os responsáveis por captar as vítimas e criar as plataformas fraudulentas até os que administravam a movimentação do dinheiro obtido ilicitamente.
Durante o cumprimento das ordens, as equipes apreenderam documentos, celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos que devem ajudar a rastrear novas vítimas e a descapitalizar a quadrilha. Os casos estão sendo registrados pela Polícia Civil do Ceará, que prossegue com as investigações para desmantelar a organização criminosa por completo.