18 de setembro de 2026
LAVAGEM DE DINHEIRO

Milton Leite não se apresenta à polícia e é considerado foragido

Por Bárbara Lima |
| Tempo de leitura: 2 min
Afonso Braga
Leite é apontado pelo Ministério Público como o suposto proprietário de fato da Transwolff, empresa de ônibus que é investigada por suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC

O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil) ainda não se apresentou às autoridades após ter a prisão temporária decretada na quinta-feira (17), durante a Operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas de transporte público e no poder público de São Paulo. Com isso, ele é considerado foragido.

Na quinta-feira, Leite afirmou ao UOL que estava no interior de São Paulo e que se apresentaria em até 24 horas. O prazo terminou nesta sexta-feira (18), mas ele não compareceu. Segundo o UOL, o celular do ex-vereador também deixou de receber mensagens no fim da tarde de quinta-feira. 

Na manhã desta sexta-feira, policiais civis foram até Sorocaba, no interior paulista, em busca de Leite, mas ele não foi localizado. Durante as buscas em um imóvel ligado a um ex-assessor do político, os agentes encontraram R$ 280 mil e US$ 89 mil em dinheiro vivo, valor que corresponde a cerca de R$ 738 mil na cotação considerada pela investigação. O nome do ex-assessor não foi divulgado, e não havia mandado de prisão ou de busca e apreensão contra ele.

Leite é apontado pelo Ministério Público como o suposto proprietário de fato da Transwolff, empresa de ônibus que é investigada por suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC. A investigação também apura a atuação da organização criminosa no setor de transporte coletivo da capital paulista.

O ex-vereador nega as acusações e afirma que nunca foi proprietário da Transwolff nem teve ligação com o PCC. A empresa também nega que Leite tenha participação societária ou tenha atuado na gestão ou dado ordens relacionadas aos negócios.

A Operação Vectura Corrupta cumpriu 16 mandados de prisão temporária e 18 de busca e apreensão em diferentes cidades do estado de São Paulo. A investigação é conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo.