O mercado de recreação, lazer e cultura vêm ganhando espaço em Jundiaí e região e, entre 2025 e 2026, há altas de 6,1% e 8,2%, respectivamente no potencial de consumo nessas áreas. O levantamento é do Índice de Potencial de Consumo (IPC) Maps, da IPC Marketing Editora, empresa que faz cálculos de potencial de consumo nacional.
Nos cálculos, são levados em conta os gastos com brinquedos e jogos recreativos, aparelhos de celular e acessórios, itens de tv, vídeo e informática, taxas e mensalidades de clubes e academias, ingressos para cinema, teatro, shows, jogos, artigos esportivos, de caça, pesca e camping, além de jornais e revistas não técnicas, entre outras diversões.
Estimativas do IPC Maps apontam que o potencial de consumo nos segmentos deve chegar a R$ 593,9 milhões em Jundiaí em 2026, contra R$ 559,9 milhões em 2025. A alta é de 6,1%. Quando considerada toda a Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ), o potencial de consumo chega a R$ 972,5 milhões, crescimento de 8,2% em relação aos R$ 898,8 milhões estimados para 2025.
Entre classes sociais, porém, há diferenças. Em Jundiaí, a classe A, de maior poder aquisitivo, apresentou crescimento de 30,6%, passando de R$ 122,6 milhões para R$ 160,1 milhões. A faixa C também teve expansão significativa, de 13%, chegando a R$ 143,7 milhões. O maior volume de consumo, entretanto, continua concentrado na faixa B. Mesmo assim, houve retração de 7,8% no potencial estimado para esse grupo, que passou de R$ 292,1 milhões em 2025 para R$ 269,3 milhões em 2026. Na faixa D/E, o movimento foi inverso: o potencial de consumo aumentou 15,6%, de R$ 18 milhões para R$ 20,8 milhões.
O cenário regional apresenta crescimento diferente entre as classes também. A faixa A foi a que mais cresceu proporcionalmente, com 30,8%, alcançando R$ 234,5 milhões, ante os R$ 179,2 milhões de 2025. A faixa C passou de R$ 244,4 milhões para R$ 267,5 milhões, alta de 9,4%. Já a faixa B apresentou uma pequena queda, de 1,7%, com diminuição de R$ 438,3 milhões para R$ 431 milhões. Enquanto isso, o grupo D/E cresceu 7,2%, passando de R$ 36,9 milhões para R$ 39,5 milhões.
Além da alta na demanda, há alta na oferta. Houve crescimento na quantidade de atividades relacionadas a esportes, recreação e lazer. Na Região Metropolitana, o número passou de 721 para 809 atividades, entre 2025 e 2026. São 88 atividades a mais, crescimento de 12,2%. Em Jundiaí, foram contabilizadas 546 atividades em 2026, contra 486 no ano anterior. O aumento foi de 60 atividades, ou 12,3% no período.
Isso indica que, apesar de queda na classe B tanto na cidade quanto na região, o mercado, de forma geral, está em expansão e o consumo também. E pelos valores apresentados no levantamento, Jundiaí concentra aproximadamente 61% do potencial de consumo da Região Metropolitana em recreação e cultura em 2026: são R$ 593,9 milhões na cidade, diante de R$ 972,5 milhões em toda a RMJ. Isso significa que, embora o crescimento percentual regional seja maior, Jundiaí permanece como o principal mercado individual do segmento dentro da região.
No país, a Pesquisa IPC Maps, especializada em potencial de consumo dos brasileiros, com base em dados oficiais, aponta que a alta é de 6,5% neste ano em relação ao ano passado. O setor de Recreação e Cultura deve movimentar R$ 162,3 bilhões até o final de 2026.
Na liderança do ranking nacional, o estado de São Paulo responderá aproximadamente por R$ 44 bilhões; seguido por Minas Gerais com R$ 17,7 bilhões; e Rio de Janeiro e seus R$ 17 bilhões. Já, a quarta posição ficará com o Rio Grande do Sul, assumindo R$ 11 bilhões; sendo quase alcançado pelo Paraná, cujas despesas no segmento devem somar R$ 10,6 bilhões.
Outro destaque do estudo, refere-se ao crescimento de 11,7% na quantidade de atividades esportivas, recreação e lazer presentes no país. Entre abril de 2025 a abril deste ano, mais de 18 mil pontos foram inaugurados, somando, hoje, 173.069 unidades existentes.