Vinte e cinco anos após os atentados de 11 de setembro de 2001, diferentes teorias da conspiração sobre os ataques continuam circulando. As narrativas questionam desde a autoria dos atentados até a queda das Torres Gêmeas e o ataque ao Pentágono.
Confira algumas das principais:
Uma das teorias afirma que o próprio governo americano organizou os atentados ou sabia que eles aconteceriam e decidiu não impedir a ação. Segundo uma pesquisa YouGov de 2023 citada pelo jornal Deutsch Welle, 20% dos americanos acreditavam que o governo dos Estados Unidos estava envolvido nos ataques.
A teoria sustenta que os aviões não foram suficientes para provocar o colapso dos edifícios e que explosivos foram instalados previamente nas torres.
Investigações do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (NIST) concluíram que os impactos dos aviões e os incêndios provocados pelas colisões causaram o colapso. Estudos do MIT e da consultoria Weidlinger Associates também chegaram a conclusões semelhantes. Não foram encontrados explosivos ou bombas no local.
Outra narrativa afirma que o Pentágono não foi atingido por um avião, mas por um míssil. A versão faz parte de um conjunto de teorias que questionam os acontecimentos registrados no prédio do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
Uma teoria antissemita atribui os ataques a Israel ou a grupos judeus. A narrativa se baseia em antigos estereótipos sobre uma suposta conspiração judaica para controlar o mundo. Não há evidências que sustentem essa acusação.
O voo 93 da United Airlines caiu em uma área rural da Pensilvânia depois que passageiros tentaram impedir os sequestradores de alcançar o destino planejado. Uma das teorias afirma que a aeronave foi derrubada por um avião militar.
Outra versão sustenta que os atentados foram planejados para parecer uma ação de terroristas e justificar posteriormente ações do governo americano. A teoria se relaciona a outras narrativas que atribuem os ataques ao próprio governo dos Estados Unidos.
Essa narrativa questiona a capacidade dos aviões de provocar o colapso dos edifícios e usa imagens das explosões, da fumaça e da queda das torres como supostas evidências de uma demolição controlada.
Análises técnicas, porém, apontam que os impactos das aeronaves, combinados aos incêndios, comprometeram a estrutura dos edifícios. O NIST também analisou os vídeos dos ataques como parte de sua investigação.
Segundo especialistas ouvidos pela DW, acontecimentos traumáticos e inesperados deixam perguntas sem resposta imediata. Essa falta de informações pode favorecer explicações conspiratórias, principalmente entre pessoas que buscam recuperar uma sensação de controle ou reduzir a ansiedade diante de acontecimentos difíceis de compreender.
A psicóloga social Daniel Jolley, da Universidade de Nottingham, afirmou à DW que pessoas ansiosas podem ter maior propensão a acreditar em teorias conspiratórias. A pesquisadora Karen Douglas, da Universidade de Kent, destacou que qualquer pessoa pode aderir a essas narrativas em determinadas circunstâncias.
As redes sociais também facilitam a propagação dessas ideias. Conteúdos podem levar usuários de uma publicação a outra, criando o chamado “rabbit hole”, quando a pessoa se aprofunda cada vez mais em determinado tema e passa a consumir principalmente materiais que reforçam suas crenças.
Especialistas recomendam conversar sem transformar o debate em confronto pessoal, pesquisar informações junto com a pessoa e priorizar fontes confiáveis. A orientação também inclui contestar claramente discursos antissemitas, racistas ou extremistas.
O historiador Claus Oberhauser defende ainda o retorno à confiança em fatos e na ciência como forma de enfrentar narrativas conspiratórias.
Com informações da DW.