08 de outubro de 2026
OPINIÃO

Instituto Jundiaiense Luiz Braille


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Certa vez um homem tendo visto várias estrelas caídas na praia tentava recolocá-las ao mar para que voltassem ao céu e, então, alguém disse: “Você não vê que são milhares e não poderá salvá-las todas?”. Ao que o homem respondeu: “Todas não, mas para aquelas que salvarmos faremos a diferença”. Que o Rotary siga reunindo amigos para abraçar, aproximar, construir e reconstruir uma vida melhor para as pessoas. Foi assim que o Rotary Club de Jundiai Leste, através da gestão saudoso presidente Raffaele Ranalli, coordenou a construção da nova sede do Instituto Luiz Braille em Jundiai, que se tornou referência em todo Brasil, na assistência e tratamento para deficientes visuais. Hoje. o Instituto ocupa quatro imóveis, realizando procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos, nas diversas especialidades da Oftalmologia, atendimento pelo SUS, totalmente gratuito.  

Atualmente 60 médicos (oftalmologistas), 110 funcionários, além de enfermeiros e assistentes, realizam 9000 mil procedimentos mensais. Consultas, exames e cirurgias. Confesso que lá estive, no entanto, fiquei perplexo. Longe de muitas instituições governamentais destinadas a fins semelhantes e até grandes hospitais privados, com planos de saúde à beira da morte e tempo ansioso de espera para ser atendido, o modelo colocado em prática pelo Instituto deve ser exemplo ao bom atendimento. 

Apesar de toda esta gente, nenhuma confusão. Ambiente de respeito mútuo e convivência civilizada. Não fosse tanta gente humilde, necessitada, negros, brancos, mulatos de inúmeras tonalidades, maioria de idosos de passos lentos, um observador desavisado julgaria não se tratar de um atendimento gratuito. A relevância do papel comunitário da Instituto está no número de pacientes que buscam diariamente seus serviços médicos. Os funcionários trabalham com empenho e atendimento público com uma cortesia incomparável, com cuidados com tanto esmero e outros cuidados de saúde. Jundiaí e a Região contam com o privilégio de um Instituto Braille, aberto à população que a vida foi menos generosa. 

O Rotary Club de Jundiai Leste conhece profundamente a realidade das necessidades e dificuldades que o Instituto ainda tem e continua com abnegação e campanhas de suporte para cada vez mais dignificar o ser humano necessitado. Que o modelo colocado em prática pelo Instituto Luiz Braille de Jundiai sirva de exemplo para outras instituições interessadas em retribuir à sociedade uma fração de bem que usufruem. Quero agradecer ao Instituto a alegria que senti ao ser tão bem atendido como cidadão comum. A toda sua diretoria de voluntários, Jose Carlos de Lima, Márcio Prado Vilhena, a madrinha Toyomi Kamura, Naylor Trevisan Gropelo, Vanessa Stevale, Welington Bandeira Marcelo Velho e outros que me escapam os nomes  e a toda diretoria do Rotary Club Jundiaí Leste, pelo vinculo histórico de apoio contínuo em nome de seu presidente Donald Duarte Mac Nicol e Marcio Prado Vilhena e pela colaboração deste artigo do meu amigo, rotariano de fé, Claudio Garcia Gomes e da benfeitora Naylor Trevisan Gropelo. 

Dedico a coluna a este Instituto admirável, que indica ao País um caminho a ser seguido na prestação de serviços comunitários da missão do Braille, a inclusão social do deficiente visual, como profissional e chefe de família. Saudamos a todos pela dedicação diária e trabalho incansável pelo impacto positivo gerado na comunidade em que a vida foi menos generosa. Sigamos em frente.

 

Guaraci Alvarenga é advogado