04 de setembro de 2026
JUNDIAÍ E REGIÃO

Dise faz operação contra o PCC e oito faccionados são presos

Por Fábio Estevam | Polícia
| Tempo de leitura: 1 min
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A operação mobilizou 32 policiais civis; oito suspeitos foram presos

A Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (Dise) prendeu nesta sexta-feira (4), oito suspeitos de pertencerem à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Todos, inclusive, são apontados como lideranças da organização criminosa em Jundiaí e região, responsáveis, inclusive, pelo 'tribunal do crime', com sede na 'torneira', uma região dominada pelo tráfico de drogas no Jardim São Camilo, em Jundiaí.

A investigação, conduzida ao longo de vários meses, identificou uma estrutura organizada de comando da facção, com integrantes responsáveis por monitorar a movimentação das forças de segurança, administrar o tráfico na cidade e determinar punições contra pessoas acusadas de descumprir regras impostas pela organização. De acordo com a polícia, essas vítimas eram levadas para a comunidade, onde sofriam agressões e, em alguns casos, eram executadas.

Com base nas provas reunidas durante o inquérito, a Vara Estadual das Organizações Criminosas e de Lavagem de Dinheiro de São Paulo expediu mandados de busca e apreensão e de prisão temporária contra os investigados.

A operação mobilizou 32 policiais civis, que cumpriram os mandados em diversos endereços. Ao todo, foram realizadas sete prisões temporárias, dos quais quatro foram presos também em flagrante, com drogas, além de uma prisão em flagrante (este não tinha mandado), totalizando oito prisões.

Nas buscas, os policiais apreenderam 1.317 papelotes de cocaína, 4,7 kg da mesma droga, 83 gramas de maconha, uma arma de fogo com numeração raspada, rádios comunicadores, balanças de precisão, seladora, ferramentas com vestígios de entorpecentes, anotações relacionadas à contabilidade do tráfico e R$ 10.288, entre cédulas e moedas.

Todo o material foi encaminhado para perícia, enquanto os presos permaneceram à disposição da Justiça. As investigações prosseguem para identificar outros integrantes da organização criminosa e aprofundar o mapeamento da estrutura da facção na região.

A operação contou com apoio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e da Guarda Municipal.