21 de agosto de 2026
JUSTIÇA

Réu é condenado a 24 anos por morte de jovem em Araçatuba

Por Guilherme Renan | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Gustavo Cavalari de Godoy dos Anjos tinha 23 anos

Uma discussão ocorrida semanas antes de um crime terminou em 24 anos de prisão para Kaíque Bistaffa Rodolpho. Ele foi condenado pelo Tribunal do Júri de Araçatuba pela morte de Gustavo Cavalari de Godoy dos Anjos, de 23 anos, assassinado a tiros na madrugada do dia 25 de dezembro de 2023.

O julgamento terminou com a decisão dos jurados pela condenação do réu por homicídio qualificado. O juiz Carlos Gustavo de Souza Miranda determinou que a pena, em regime inicial fechado, seja cumprida imediatamente.

A acusação foi sustentada pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho. Para os jurados, ficaram caracterizadas duas qualificadoras: o uso de um meio que colocou outras pessoas em risco e a adoção de uma estratégia que dificultou qualquer reação da vítima.

Crime aconteceu em meio à comemoração de Natal

O homicídio aconteceu por volta das 3h20, na Rua Hilton Abreu Gomes, no bairro São José. Naquele momento, um estabelecimento da região reunia dezenas de pessoas que participavam da confraternização de Natal.

Gustavo teria se afastado por alguns instantes para ir até o carro buscar cigarros. Foi nesse momento, segundo a acusação, que ele acabou surpreendido por Kaíque.

Os disparos foram realizados a curta distância e atingiram a região da mandíbula e a coxa da vítima. Gustavo não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no endereço.

A situação provocou desespero entre as pessoas que estavam próximas. Um dos tiros chegou a atingir a corrente de ouro de outro rapaz, que, apesar do impacto, não sofreu ferimentos.

Desavença teria começado semanas antes

A investigação apontou que o assassinato não teria ocorrido de forma aleatória.

Segundo o processo, a origem do conflito estaria em uma festa realizada cerca de um mês antes em uma chácara. Na ocasião, Gustavo teria interferido quando Kaíque estaria prestes a disparar contra outro jovem.

Na tentativa de impedir a situação, a vítima teria atingido a mão do acusado e conseguido desarmá-lo.

A acusação sustentou que a situação teria gerado uma animosidade que terminou no encontro entre os dois na madrugada de Natal.

Réu fugiu após os disparos

Depois de atirar contra Gustavo, Kaíque teria deixado o local utilizando um Volkswagen Gol preto.
O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil e, posteriormente, a Justiça decretou a prisão preventiva do acusado.

Durante o julgamento, os jurados acolheram a versão apresentada pela acusação e reconheceram as qualificadoras do homicídio.

Condenação considera antecedentes e agravantes

Na sentença, o magistrado levou em consideração fatores relacionados ao histórico do réu e às circunstâncias do assassinato. A pena inicial foi estabelecida em 20 anos de reclusão.

Entre os aspectos avaliados estavam os maus antecedentes, a forma como o crime foi executado, a premeditação apontada no processo e as consequências provocadas pela morte de Gustavo, que tinha apenas 23 anos e deixou um filho de dois anos.

Com as agravantes reconhecidas na segunda fase da dosimetria, incluindo a reincidência e a forma utilizada para impedir a defesa da vítima, a punição chegou aos 24 anos de prisão.

Kaíque Bistaffa Rodolpho deverá cumprir a condenação em regime inicialmente fechado.