11 de agosto foi instituído como Dia da Advocacia por marcar a criação dos primeiros cursos de Direito no país, em 1827, em Olinda e em São Paulo. No entanto, diante de notícias pejorativas envolvendo a classe, faz-se necessário reforçar a relevância dos bons juristas e, sobretudo, o papel indispensável da advocacia.
É notório que notícias negativas geram audiência e acabam recebendo maior destaque na mídia. Imprescindível, entretanto, é destacar que os maus profissionais são minoria dentro da classe, assim como ocorre em todas as áreas.
A advocacia possui grandes feitos ao longo da história, como relata o livro “Como os Advogados Salvaram o Mundo”, do membro da Academia Brasileira de Letras José Roberto de Castro Neves. Na obra, demonstra-se como, em diferentes momentos decisivos da humanidade, a atuação de juristas esteve diretamente relacionada a grandes transformações sociais e políticas. A narrativa vai de Cícero, que defendeu os valores republicanos na Roma Antiga, a Nelson Mandela, que desafiou o apartheid, na segunda metade do século XX, na África do Sul.
Nos últimos anos, a advocacia também tem sido reconhecida por sua contribuição para a humanidade. Como exemplo, a professora da FGV Eloísa Machado de Almeida foi premiada pela International Bar Association, importante instituição internacional, por sua atuação na promoção dos direitos das mulheres, contribuindo para a proteção de inúmeras famílias.
No âmbito internacional, destaca-se o desempenho do advogado indiano Bhuwan Ribhu, criador da organização Just Right for Children, uma rede internacional de combate à exploração sexual e ao tráfico infantil. Dezenas de milhares de crianças foram protegidas desse mal em razão do trabalho desenvolvido por essa instituição.
Em Jundiaí, muitos advogados e advogadas foram imprescindíveis para o desenvolvimento da cidade. Atualmente, um profissional de notável atuação social, que se destaca pela luta contra o racismo e em defesa da igualdade racial, é Eginaldo Honório, condecorado por diversas instituições. Entre elas, foi homenageado com a Medalha Petronilha Antunes, da Câmara Municipal de Jundiaí, e pelo Centro de Estudos Africanos e Afro-Brasileiros da Pontifícia Universidade Católica de Campinas.
Toda vez que uma decisão judicial é noticiada, deve-se ter em mente que, antes dela, houve um advogado ou uma advogada que formulou um pedido, apresentou argumentos e defendeu seu cliente perante o Poder Judiciário.
Como diz o slogan da campanha da OAB São Paulo: “Sem a advocacia não há justiça”. E justiça seja feita: é preciso divulgar as boas práticas dessa profissão e reconhecer o bem que a advocacia promove em favor da sociedade e da humanidade.
Daniel Orsini Martinelli - Advogado, presidente da OAB Jundiaí, membro da Academia Jundiaiense de Letras Jurídicas e do IBDFAM.