A campanha eleitoral de 2026 começou oficialmente neste domingo (16) com 17 candidatos de Jundiaí na disputa por vagas no Legislativo. São dez nomes concorrendo a deputado federal e outros sete a deputado estadual, ampliando a presença da cidade na corrida por representação política em Brasília e na Assembleia Legislativa de São Paulo. Com o encerramento do prazo para registro das candidaturas no sábado (15), partidos e candidatos entram agora na fase em que o pedido explícito de voto, a divulgação dos números de urna e a propaganda eleitoral passam a ser permitidos. O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro. O JJ checou oficialmente os registros destes candidatos no sistema DivulgaCand, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Na disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados estão Luiz Fernando Machado (PL), Ellen Martinelli (União Brasil), Cristiano Lopes (PP), Fernando Pasqualino (PP), Rosaura Almeida (PT), Silas Feitosa (MDB), Antonio Carlos Albino (Novo), Alexandre Pereira (Solidariedade), Eduardo Vidal (Podemos) e Padre Silvio Andrei (Avante). Para deputado estadual, os candidatos de Jundiaí são Edicarlos Vieira (União Brasil), João Paulo de Souza (PL), Pedro Bigardi (PCdoB), Faouaz Taha (PSD), Leandro Basson (Podemos), Marly Caldas (PSOL) e Dika Xique-Xique (Podemos). Na Região, temos ainda Renata Sene (Republicanos) e Danilo Joan (PP-União).
O início oficial da campanha muda significativamente a rotina dos candidatos. Desde 16 de agosto, eles podem pedir votos diretamente ao eleitor, divulgar número de urna, distribuir material gráfico, promover caminhadas, carreatas e passeatas, realizar comícios e utilizar as redes sociais para propaganda eleitoral. A legislação permite ainda a instalação de mesas para distribuição de material e o uso de bandeiras ao longo das vias públicas, desde que sejam móveis e não prejudiquem a circulação de pessoas e veículos. Comícios podem ocorrer entre 8h e meia-noite, enquanto carros de som e minitrios estão restritos a carreatas, caminhadas, passeatas, reuniões e comícios.
A internet deve ter peso ainda maior na eleição deste ano. A propaganda pode ser realizada nos sites dos candidatos, partidos, federações e coligações, assim como em blogs, redes sociais, aplicativos de mensagens e outras plataformas digitais. O impulsionamento pago de conteúdo eleitoral também é admitido dentro das condições estabelecidas pela Justiça Eleitoral, mas a legislação estabelece regras específicas para identificar o responsável pelo material e impedir formas clandestinas de publicidade.
A liberação da propaganda não significa que todos os meios de divulgação estejam autorizados. Outdoors, inclusive eletrônicos, continuam proibidos, assim como a distribuição de brindes que possam proporcionar vantagem ao eleitor, como camisetas, bonés, chaveiros e outros bens. Showmícios e apresentações de artistas destinados a promover candidaturas também não são permitidos. Bens públicos e de uso comum não podem ser utilizados para instalação de propaganda eleitoral em desacordo com as normas da Justiça Eleitoral.
Também está proibida a realização de propaganda eleitoral ou assédio eleitoral em ambientes de trabalho públicos ou privados. A regra foi reforçada pelo TSE para as eleições deste ano e prevê responsabilização de quem provocar ou permitir a prática. A Justiça Eleitoral também mantém restrições contra desinformação, conteúdos fraudulentos e material que ataque o processo eleitoral ou ultrapasse os limites previstos na legislação.
No rádio e na televisão, a situação é diferente. A propaganda eleitoral gratuita ainda não começou. O horário eleitoral gratuito será exibido entre 28 de agosto e 1º de outubro, período em que partidos, federações e candidatos terão acesso aos espaços determinados pela legislação. Fora do horário eleitoral e das inserções previstas em lei, emissoras de rádio e televisão não podem vender espaço para propaganda de candidatos.
Para Jundiaí, o início da campanha abre uma disputa que terá como pano de fundo uma questão recorrente na política regional: a busca por maior representação da cidade nas esferas estadual e federal. A partir de agora, os 17 candidatos terão pouco menos de sete semanas para percorrer bairros, ampliar a presença regional, apresentar propostas e convencer o eleitorado. Até 4 de outubro, a campanha deixa definitivamente a fase das articulações partidárias e entra na disputa direta pelo voto.